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Novas regras para subir Mont Blanc incluem caução para funeral e resgate

Medida foi tomada em resposta às dezenas de pessoas que se desafiavam a subir a montanha sem a experiência necessária, segundo prefeito

Por Da Redação 4 ago 2022, 18h07

Alpinistas que almejam chegar ao cume do Mont Blanc, a maior montanha na Europa Ocidental, a partir da Rota Goûter, caminho popular pela França, terão que pagar 15.000 euros, equivalente a cerca de 80.000 reais, para cobrir os custos caso precisem ser resgatados, ou na pior das hipóteses, morrerem.

A medida foi imposta nesta quarta-feira, 4, pelo prefeito de Saint-Gervais-les-Bains, Jean-Marc Peille. Segundo o político da cidade, onde normalmente se começa a expedição, a decisão foi tomada em resposta às dezenas de pessoas que se desafiavam a subir o monte sem experiência necessária e se aventuravam em um “jogo de roleta russa”. 

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O depósito considerável é dividido em duas partes, 10.000 euros, cerca de 55 mil reais, cobrem o custo de um resgate na montanha e 5.000 euros, em torno de 27 mil reais cobrem o custo de um funeral.

A onda de calor intensa e prolongada, que se alastrou por toda Europa, tornou as condições na montanha ainda mais perigosas. Em meados de julho, devido a fortes desmoronamentos, guias locais suspenderam até 15 de agosto suas operações ao longo da rota até 15 de agosto. A administração local aconselhou fortemente as pessoas a evitarem a expedição. 

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Em publicação no Twitter, Peillex disse que dezenas de “pseudo-alpinistas” ignoraram os avisos. Ele descreveu como cinco visitantes romenos recentemente tentaram a subir a montanha “usando shorts, tênis e chapéus de palha” e tiveram que retornar com a polícia.

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https://twitter.com/PEILLEX/status/1554770779719573504

“As pessoas querem escalar com a morte nas mochilas”, acrescentou. “Então, vamos antecipar o custo de resgatá-los e de seu enterro, porque é inaceitável que os contribuintes franceses paguem a conta”.

Embora seja menos usado, o pico de Montblanc também pode também ser alcançado por outro caminho pela Itália, tomando a rota de Ratti pela cidade de Courmayeur. Roberto Rota, o prefeito da cidade, não concordou com a decisão do prefeito francês e afirmou que o lado italiano “não limitará a subida de alpinistas”.

“Nós, como administradores, podemos nos limitar a relatar condições abaixo do ideal ao longo das rotas, mas pedir um depósito para subir até o topo é realmente surreal”,  disse Rota ao jornal italiano Corriere Della Sera. 

Desde que 11 pessoas morreram no início de julho, quando uma enorme parede de gelo se soltou de uma geleira no lado norte da Marmolada, o pico mais alto das Dolomitas italianas, o debate sobre a segurança das atividades em montanhas na Europa aumentou. Os prefeitos das cidades vizinhas à montanha italiana fecharam os principais pontos de acesso, mas mesmo assim, alguns alpinistas tentaram entrar ilegalmente.

Além disso, nesta quinta-feira, 4, um caminho que leva ao Monte Cervino, pela Itália, foi temporariamente fechado depois que 13 alpinistas foram resgatados após um deslizamento de terra.

Entre 1990 e 2017, 102 pessoas morreram entre duas cabanas de montanha no Mont Blanc, à Tête Rousse Hut e a Goûter Hut, um trecho que a maioria das pessoas leva cerca de três horas para caminhar.

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