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Novas imagens são “pistas de maior credibilidade” sobre o MH370

Autoridades ainda são cautelosas ao ligar os objetos localizados ao avião da Malaysia Airlines. Familiares das vítimas alimentam esperanças, mesmo depois de o governo malaio ter afirmado que não há sobreviventes do voo

Por Da Redação
26 mar 2014, 18h36

Os mais de 100 objetos localizados por um satélite francês no Oceano Índico são “as pistas de maior credibilidade” até agora nas buscas pelo avião acidentado da Malaysia Airlines, na avaliação do ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein. “A área não está longe de onde China e Austrália haviam apontado objetos. Esta continua sendo a pista mais crível que nós temos”, afirmou Hussein. As imagens foram captadas na área que está sendo rastreada pelas equipes de resgate do voo MH370, a cerca de 2.500 quilômetros do porto de Perth, na Austrália.

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O jornal Washington Post pontuou, no entanto, que Hussein foi cauteloso ao traçar qualquer paralelo entre os objetos fotografados e a aeronave. “Nós não podemos dizer se os objetos pertencem ao MH370. Contudo, é uma pista que nos ajudará diretamente na operação de busca”. As imagens em questão correspondem ao quarto indício levantado por satélites sobre o local exato em que o avião teria caído. Aeronaves fizeram voos rasantes e avistaram possíveis destroços na região, mas as buscas tiveram de ser suspensas novamente devido ao mau tempo.

“As condições climáticas adversas e a dificuldade de acesso impediram as equipes de retirar os objetos, mas estamos confiantes de que eles possam ser destroços do avião”, disse o premiê australiano, Tonny Abbot. Especialistas continuam alertando as autoridades que os objetos podem ser apenas peças que caíram de navios cargueiros. “Sempre existe a possibilidade de nós não acharmos nada na próxima semana ou na semana seguinte. Eu acredito que, eventualmente, alguma coisa surgirá, mas isso levará tempo”, reconheceu Mark Binskin, vice-chefe da Força de Defesa da Austrália, à rede americana CNN.

Esperança – Enquanto as buscas não apresentam nenhuma informação conclusiva sobre a queda do avião, familiares das 239 pessoas que estavam a bordo seguem alimentando a esperança de que possa haver sobreviventes – mesmo depois de o governo da Malásia ter afirmado o contrário. Os parentes questionaram a constatação de que a aeronave se acidentou no Oceano Índico e chegaram a organizar um protesto contra o governo da Malásia. “É tudo teoria e análise. Ninguém viu nada”, afirmou Stephen Wang, cuja mãe estava no avião da Malaysia Airlines. “Para mim, enquanto as chances forem de 5% ainda haverá esperança. Mas muitas das famílias não acreditam que notícias ruins possam aparecer. A maioria continua achando que existe esperança”, acrescentou Wang, em entrevista à CNN.

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Algumas famílias também acusam a companhia aérea de não cumprir a promessa de colocar funcionários à disposição dos parentes e de não oferecer acomodações provisórias para os que ainda esperam notícias sobre o avião. Cheng Li Ping, mulher de um dos passageiros, afirmou que não crê na morte do marido. “Eu não acredito no governo da Malásia. Eu não consigo trabalhar agora porque eu só penso no meu marido e nos meus filhos. Meu coração não aguenta, eu não quero machucar as crianças”.

Propaganda chinesa – A China informou que o navio “quebra-gelo” Xue Long será enviado para participar das buscas ao avião MH370. A embarcação estava retornando ao país após ter participado do resgate de 52 cientistas do navio russo Akademik, que encalhou na Antártida em janeiro deste ano. Mas mudou seu curso para juntar-se à operação de busca pelos destroços da aeronave. Em artigo publicado pelo Guardian (leia a íntegra, em inglês), a professora Anne-Marie Brady, especialista em política chinesa, afirma que o presidente Xi Jinping pretende expor a embarcação aos holofotes da imprensa mundial mais uma vez para afastar a imagem de ‘ameaça’ vinculada às intenções do programa polar chinês.

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