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Novas explosões deixam 20 mortos na Síria

Por - 30 abr 2012, 14h59

Duas explosões visando a edifícios de segurança mataram mais de 20 pessoas na cidade síria de Idlib nesta segunda-feira, um dia depois da chegada do general norueguês Robert Mood, chefe da missão de observadores da ONU na Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Por sua parte, a televisão estatal falou de nove mortos e 100 feridos e exibiu imagens de corpos e manchas de sangue, assim como edifícios atingidos e moradores desesperados denunciando a violência e demonstrando seu apoio ao presidente Bashar al-Assad.

A agência de notícias SANA afirmou que “terroristas” estavam por trás dos ataques.

“Essa é a liberdade que eles querem?”, gritou um homem, ao lado de uma mulher que segurava um bebê com sangue escorrendo pela testa.

Algumas horas depois, uma terceira explosão atingiu a cidade universitária da região, e o OSDH disse que houve vítimas.

O Observatório afirmou que dois civis foram mortos nesta segunda-feira – um por um atirador em um vilarejo na província de Deir Ezzor e outro em uma cidade na província de Homs.

Tropas foram vistas procurando por desertores em Kfar Nabal, na província de Idlib, e fazendo detenções em Deir Ezzor, uma cidade de Quriya.

Acreditava-se que a presença de Mood faria uma pressão adicional para o cessar-fogo apoiado pela ONU que entrou em vigor em 12 de abril, mas, aparentemente, não fez diferença.

Na sexta-feira, um carro-bomba matou 11 pessoas em Damasco.

Ativistas antirregime acusaram o governo de estar por trás da série de explosões, enquanto as autoridades culparam “terroristas”.

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O Conselho Nacional Sírio, o maior grupo da oposição, diz que os ataques em Damasco eram “mais um truque” do regime para justificar a contínua repressão usada contra uma revolução que começou em março do ano passado.

“O regime de Assad está tentando de diferentes maneiras enganar e distrair os observadores (da ONU) para evitar que continuem seu trabalho”, dizia uma declaração, pedindo por “uma comissão internacional de inquérito para desmascarar quem realmente está por trás das explosões”.

O plano de paz, intermediado pelo emissário das Nações Unidas Kofi Annan, fala em um compromisso de interromper a violência armada, um cessar-fogo humanitário diário com a duração de duas horas, acesso da mídia a todas as áreas afetadas pelo conflito, uma política inclusiva liderada pela Síria, o direito às manifestações e a libertação dos detidos.

“Para alcançar o sucesso do plano de Kofi Annan, eu peço que todos os lados parem com a violência e nos ajudem a continuar o cessar da violência armada”, disse o major general Robert Mood, chefe da missão de observadores da ONU.

“Para conseguirmos isso, temos hoje 30 observadores, e nos próximos dias esse número será dobrado”, disse ele, acrescentando que a quantidade chegaria “rapidamente” a 300.

De acordo com os observadores, ao menos 70 pessoas, incluindo 47 civis, morreram em todo o país no fim de semana.

Em sua chegada, no domingo, o general norueguês Robert Mood, pediu o fim da violência a todas as partes.

“Para obter o êxito do plano de Kofi Annan, peço a todas as partes o fim da violência e que nos ajudem a manter o cessar da violência armada de todas as partes”, declarou.

“Vamos trabalhar na aplicação completa do plano de Annan de seis pontos, aceito pelo governo sírio. Para conseguir isto, temos agora 30 observadores no país, vamos dobrar o número nos próximos dias”, completou.

As Nações Unidas estimam que mais de 9 mil pessoas foram mortas desde o início da revolta contra o regime de Assad, no ano passado.

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