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Nova York chega a acordo para liberar uso recreativo da maconha

Estado prevê arrecadar até 350 milhões de dólares em receitas anuais com os impostos do novo mercado

Por Da Redação Atualizado em 25 mar 2021, 15h51 - Publicado em 25 mar 2021, 15h17

O estado de Nova York finalizou nesta quinta-feira, 25, um acordo para a legalização do uso da maconha de maneira recreativa. A decisão pavimenta o caminho para uma indústria que já chega a 4,2 bilhões de dólares, tem potencial para gerar milhares de empregos e se tornar um dos maiores mercados do país.  

Após várias tentativas fracassadas, legisladores da cidade de Albany chegaram a um acordo com o governador Andrew Cuomo para a legalização da cannabis para maiores de 21 anos, uma medida que espera acabar com anos de policiamento desproporcional que ocasionou um alto número de prisão de pessoas negras e hispânicas com posses mínimas. 

O acordo prevê o seu uso através de entrega por meio delivery ou em “locais de consumo”, onde não seria permitido a venda de bebidas alcóolicas, de acordo com o jornal The New York Times. Além disso, será permitido o cultivo de até seis pés de maconha dentro ou fora de casa, para uso pessoal.  

Se aprovada, as primeiras vendas ocorrerão provavelmente apenas no ano que vem: autoridades precisam antes criar uma série de legislações e regras para o mercado, desde a regulamentação de atacadistas até a distribuição oriundas de cultivo e licenças de varejo, além da criação de novos impostos e um membro controlador da indústria.  

O acordo foi elaborado com um grande foco em reparar os danos causados às comunidades que sofrem por anos com a guerra às drogas. Milhões de dólares advindos dos novos impostos seriam investidos nas comunidades minoritárias a cada ano, e uma grande parte das licenças seriam dadas aos donos de pequenas empresas. 

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“Uma porcentagem da receita será arrecada e investida nessas comunidades onde as pessoas continuam sofrendo com o encarceramento em massa. Para mim, isso é muito maior do que arrecadar dinheiro: é reparar a vida das pessoas que foram prejudicadas”, afirma Crystal D. Peoples-Stokes, democrata que liderou o esforço para a legalização por anos.  

O gabinete do governador havia estimado que a indústria da maconha pode gerar até 350 milhões de dólares anuais advindos dos impostos uma vez que o programa esteja completamente implementado, o que pode levar anos. Com Nova York seguindo o exemplo de vários estados que já legalizaram, o objetivo é aprender com eles para moldar uma legislação completamente nova que sirva de parâmetro nacional para o assunto. 

De acordo com pessoas ligadas ao assunto, o projeto pode ser aprovado já na semana que vem na Assembleia Legislativa, controlada pelos democratas. Os recentes escândalos do governador Cuomo causaram um impulso inesperado para a legalização. Além disso, o estado viu com bons olhos uma nova forma de arrecadação depois que a pandemia dizimou as finanças locais.  

Em pesquisa realizada em março, 60% dos moradores do estado se mostraram a favor do uso recreativo. Entre os eleitores negros, base eleitoral de Cuomo, o número chega a 71%.  

O estado de Nova York se juntará a outros estados americanos, ao Uruguai e ao Canadá, que já liberaram a maconha para uso recreativo. Recentemente o México também aprovou o consumo em todo o seu território. Já nos Estados Unidos, os senadores prometeram acabar com a proibição em todo o país ainda neste ano. 

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