Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Nova trégua em Gaza começa sem registro de ataques

Cessar-fogo de 72 horas vai permitir a retomada das negociações entre israelenses e palestinos no Egito. Conflito matou cerca de 1,9 mil em um mês

Por Da Redação 11 ago 2014, 05h59

O novo cessar-fogo de 72 horas acordado entre Israel e as milícias palestinas da Faixa de Gaza começou nesta segunda-feira sem registro de incidentes. A trégua, iniciada à meia-noite (18h de Brasília), vai permitir a retomada das negociações entre israelenses e palestinos no Cairo. Representantes de Israel e do Hamas tentam chegar a um acordo para encerrar o conflito que dura mais de um mês e já deixou cerca de 1,9 mil mortos.

Leia mais: Israel e palestinos concordam com novo cessar-fogo

Minutos antes do início da trégua, as facções palestinas ainda realizavam disparos contra o território israelense. Ninguém ficou ferido nos ataques. Após a meia-noite, contudo, os disparos cessaram. Depois das primeiras horas do cessar-fogo, o Exército de Israel confirmou que não há sinal de que foguetes tenham sido disparados contra o seu território a partir de Gaza. As fontes palestinas também não denunciaram nenhum ataque israelense no período.

Negociações – Na semana passada, os dois lados do conflito também firmaram uma trégua de 72 horas, mas o Hamas rejeitou as ofertas para um acordo que prolongasse o cessar-fogo, alegando que Israel não atendeu suas exigências na mesa de negociações – com a principal delas sendo o fim do bloqueio marítimo a Gaza. Sem a extensão da trégua, as milícias palestinas reiniciaram as hostilidades ao retomar os disparos de foguetes contra Israel, que revidou com novos bombardeios.

Responsável pela mediação das negociações, o Egito pediu no domingo que “os dois lados explorem essa nova trégua para retomar negociações indiretas imediatamente e trabalhem rumo a um acordo de cessar-fogo compreensivo e duradouro”. Entre outras demandas, o Hamas exige o fim do bloqueio israelense a Gaza e a abertura de um porto no local – um projeto que Israel diz que só deveria ser abordado em futuras negociações sobre um acordo permanente de paz com os palestinos. O governo israelense, por sua vez, quer que as milícias palestinas larguem as armas.

Números – Os ataques aéreos israelenses e bombardeios neste domingo mataram cinco palestinos em Gaza, incluindo um menino de 14 anos e uma mulher, segundo fontes médicas de Gaza. Em cerca de um mês de combates, mais de 1.900 palestinos foram mortos, dentre eles centenas de civis, quase 10 mil ficaram feridos e milhares de casas foram destruídas. Sessenta e sete pessoas foram mortas do lado israelense, dentre eles três civis.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade