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Nova ofensiva do regime sírio resulta na morte de pelo menos 10 pessoas

Cairo, 4 jan (EFE).- Apesar da presença dos observadores árabes, pelo menos dez pessoas morreram nesta quarta-feira na Síria, sete somente em Homs, em uma nova onda de repressão das forças de segurança do regime de Bashar al Assad.

O grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL) informou que os oficiais, situados em três carros da Polícia, abriram fogo de maneira indiscriminada na região industrial de Homs, o que resultou na morte de três civis e deixou inúmeros feridos.

Em comunicado, os CCL acrescentaram que outras quatro pessoas também foram executadas nesta mesma cidade, porém, não especificaram as circunstâncias dessas mortes. Segundo a mesma fonte, outra pessoa foi assassinada na província meridional de Deraa.

Em consequência da repressão das forças de segurança, uma pessoa morreu em Hama, no centro, e outra ficou gravemente ferida no bairro de Al Taoniya. Já a décima vítima foi registrada na capital, Damasco.

Os CCL também alertaram sobre as constantes ofensivas militares e explicaram que, nesta quarta-feira, um avião sobrevoou regiões de Rif Damasco, principalmente na periferia da capital síria, onde é possível encontrar muitos tanques do Exército.

Na cidade Deir ez Zor, situada no nordeste do país, vários tanques e veículos do Exército se dirigiram ao bairro de Al Buawad, onde as forças de segurança iniciaram um ataque de maneira indiscriminada.

Em comunicado similar, o opositor Observatório Sírio dos Direitos Humanos assegurou que as autoridades cortaram todas as comunicações telefônicas na cidade de Banyas, em Homs. A fonte acrescentou que esta medida ocorreu pela primeira vez desde que esta localidade foi tomada pelas forças do Exército, no último mês de maio.

Em respeito aos esforços políticos para cessar essa repressão, a Liga Árabe decidiu nesta quarta-feira adiar para o próximo domingo a reunião que estava prevista para o sábado. O objetivo do encontro é avaliar o primeiro relatório dos observadores árabes, os quais foram encarregados de avaliar a situação nesse país.

Desde quando começaram os protestos na Síria, no último mês de março, mais de 5 mil pessoas morreram pela repressão do regime sírio, que, por sua vez, acusa os grupos terroristas armados de estarem por trás destas revoltas populares. EFE