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‘Nossos corações estão partidos’, diz premiê em enterro de soldado

Nathan Cirillo foi assassinado por radical islâmico que invadiu prédio do Parlamento. Primeiro-ministro se emocionou ao discursar durante a cerimônia

Por Da Redação 28 out 2014, 16h36

Milhares de pessoas compareceram nesta terça-feira ao funeral do soldado Nathan Cirillo, assassinado por um radical islâmico em Ottawa, no Canadá. Cirillo, de 24 anos, foi vítima do ataque perpetrado por Michael Zehaf-Bibeau, de 32 anos, morto depois de invadir o prédio do Parlamento com uma arma em punho. O caixão foi transportado pelas ruas de Hamilton, cidade natal do soldado no Estado de Ontario. Ele recebeu honras militares e foi homenageado por 4.500 pessoas que compareceram à cerimônia, entre elas, o primeiro-ministro do país, Stephen Harper.

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O premiê ficou emocionado ao falar sobre o militar. “Que o tempo possa cessar a dor que nós sentimos hoje. E que Marcus possa algum dia encontrar conforto no fato de que todo o nosso país olha por seu pai com orgulho, gratidão e um profundo respeito”, afirmou, referindo-se ao filho de Cirillo, de 5 anos de idade. “A liberdade não vem de graça. Ela foi conquistada por cada soldado que se doou por nós. Nossos corações estão partidos com sua perda, mas os espíritos serão gratos por sua memória”.

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Em outra homenagem ao militar, o secretário de Estado americano, John Kerry, deixou uma coroa de flores no Memorial de Guerra Canadense, onde Cirillo foi morto. Esta foi a primeira visita de Kerry ao Canadá desde sua designação para a chancelaria do governo americano.

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Investigação – As autoridades canadenses ainda estão analisando um vídeo deixado pelo radical Zehaf-Bibeau antes de cometer os ataques em Ottawa. Indivíduos que mantinham relação com o atirador também estão sendo investigados, segundo a rede britânica BBC. O assassino aparentemente tinha problemas com drogas e apresentava distúrbios mentais. Na segunda, o comissário da polícia canadense, Bob Paulson, disse ao Senado que o Canadá ainda não está totalmente preparado para lidar com a ameaça de atentados terroristas.

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