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Nos EUA, espectadores retornam timidamente às salas de cinema

Por temores com pandemia de Covid-19, bilheterias somaram US$ 6,6 milhões no fim de semana, longe dos US$ 100 milhões costumeiros

Por Da Redação Atualizado em 24 ago 2020, 18h56 - Publicado em 24 ago 2020, 18h44

Ainda distante em alguns estados americanos, a aguardada reabertura dos cinemas nos Estados Unidos teve avanços tímidos durante o último fim de semana, em meio às preocupações de consumidores com o avanço da pandemia de Covid-19

No sábado e domingo, 22 e 23, as bilheterias dos Estados Unidos e Canadá superaram pela primeira vez a barreira dos 5 milhões de dólares desde 15 de março, somando 6,6 milhões de dólares, segundo o site especializado Box Office Mojo. Em um fim de semana normal, no entanto, a venda de entradas raramente fica abaixo dos 100 milhões de dólares, segundo o portal. 

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Algumas redes já haviam testado a reabertura de salas específicas durante as últimas semanas. Para avançar com o retorno e tentar diminuir temores de espectadores, as maiores redes de cinema do país se uniram a especialistas para criar uma campanha chamada “CinemaSafe” (CinemaSeguro, em tradução livre). A campanha criou um protocolo para os 2.600 complexos de cinema e as 30.000 salas que tiveram autorização para retornar as operações neste fim de semana. 

Alguns estados, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey, ainda não autorizaram a volta dos cinemas nem estabeleceram datas para o retorno. Os EUA somam mais de 5.721.940 casos, incluindo 176.802 mortes. 

Funcionária usa equipamento de limpeza em sala de cinema em Las Vegas, Nevada 20/08/2020 Ethan Miller/AFP

O protocolo estabelece o uso obrigatório de máscaras para espectadores e funcionários, o distanciamento social, com exceção para pessoas quem forem assistir acompanhadas, e instruções para sistemas de ventilação. Todas as vendas terão que ser feitas sem contato e de forma eletrônica e as capacidades devem ser reduzidas, de 30% a 50%. 

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“Quando nossos espectadores voltarem, verão o ambiente seguro que proporcionamos para eles”, disse John Fithian, presidente da Associação Nacional de Donos de Cinemas, à NPR. 

O retorno, que engloba cerca de 70% dos cinemas do país, foi encabeçado pelas três principais redes. A AMC, com maior presença nos EUA, reabriu 100 salas na semana e planeja reabrir outras 300 nas próximas duas semanas. A Regal também retomou operações na sexta-feira, mas não disponibilizou números. 

A terceira rede de cinema do país, Cinemark, começou uma retomada gradual das atividades em 14 de agosto, que acelerou neste fim de semana.

A primeira grande produção a ser lançada após esta pausa de cinco meses foi o thriller Fúria Incontrolável, no qual Russell Crowe faz o papel de um motorista frustrado. Embora tenha sido quase o único filme em cartaz, arrecadou apenas cerca de 4 milhões de dólares na bilheteria norte-americana em seu segundo fim de semana em exibição, mas o primeiro com uma quantidade significativa de salas abertas: 1.823, segundo o Box Office Mojo.

Como sinal da preocupação dos espectadores em voltar para locais fechados, a empresa especializada Exhibitor Relations destacou que os cinco lugares com maior venda de ingressos neste fim de semana foram todos drive-ins. 

Além de adiar lançamentos previstos para o ano, a pandemia também forçou com que algumas novidades fossem diretamente para o streaming, como a aguardada versão live-action de Mulan. A aposta da Disney para este ano será lançada pelo serviço de streaming da Disney em setembro. Em alguns países, incluindo o Brasil, o longa ainda deve estrear nos cinemas. 

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