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No último compromisso real de Harry e Meghan, o tempo fechou

Um retrato de família dos mais constrangedores

Por Lizia Bydlowski Atualizado em 13 mar 2020, 10h05 - Publicado em 13 mar 2020, 06h00
Phil Harris/AFP

Como retrato de família, este é dos mais constrangedores. No derradeiro compromisso de Harry e Meghan como membros do alto escalão da realeza britânica, o casal encontrou a parentada na missa na Abadia de Westminster, e o tempo fechou. Harry não disfarçou o semblante emburrado. Meghan plantou um sorrisinho amarelo nos lábios e lá o manteve da chegada à saída. William e Kate cumprimentaram os dois com um curtíssimo balançar de cabeça e prontamente passaram a ignorá-los. Charles e Camilla, tarimbados, capricharam na expressão de paisagem. A rainha Elizabeth nem chegou perto do neto iconoclasta. Para piorar o clima (coisa difícil na Inglaterra), os famigerados tabloides divulgaram a gravação de um trote de humoristas russos em que o príncipe, que continua príncipe, supondo conversar com a ativista sueca Greta Thunberg, diz que sua vida agora é “muito melhor” do que antes. A rusga familiar foi precipitada pelos duques de Sussex, que continuam duques, ao anunciarem — no Instagram, ainda por cima — sua decisão de diminuir a participação nos compromissos reais e fixar-se na América do Norte com o filhinho Archie. Acabaram sumariamente dispensados de todos eles e também do direito ao tratamento de Sua Alteza Real, além de terem de reembolsar os milhões gastos na reforma da mansão que deixaram para trás nos arredores de Londres. Rebaixados no ranking dos royals, Meghan e Harry estão em acelerada corrida para ascender na categoria de celebridades. Vem aí um reality show?

Publicado em VEJA de 18 de março de 2020, edição nº 2678

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