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No Chile, 150 000 protestam por melhoras na educação

Grupo de encapuzados provocam confrontos com a polícia

Milhares de estudantes participaram nesta quinta-feira de uma nova passeata por melhorias na educação pública em Santiago, reunindo cerca de 150.000 pessoas, de acordo com os organizadores. A manifestação desta quinta, semelhante às convocadas pelos estudantes em junho e julho, supera a escassa participação de 10.000 pessoas registrada em protestos da semana passada.

A manifestação foi planejada como uma prova de força contra o governo, no momento em que o diálogo entre as duas partes está parado. Tentando resolver o conflito, o poder Executivo já entregou uma proposta e uma contraproposta para reforma institucional ao movimento estudantil, que as rejeitou por não atenderem todas as suas exigências. Os estudantes chilenos exigem há quatro meses educação pública gratuita e de qualidade em um país que tem um dos sistemas educativos mais segregados do mundo.

Confrontos – Apesar de a marcha ter acontecido de forma pacífica, um grupo de encapuzados entrou em confronto com a polícia chilena no final do ato. Os encapuzados começaram a lançar pedras e paus contra a polícia nos arredores do Parque Almagro, no centro de Santiago. Alguns deles incendiaram também barricadas com madeira e outros objetos roubados anteriormente de uma construção próxima. Em contrapartida, os agentes policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersá-los.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, falou sobre os protestos em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, que acontece nesta semana em Nova York. “O governo se dispôs a realizar reforma, com os mais altos recursos, para aumentar a cobertura às crianças, para que a intervenção na educação chegue a tempo e, adicionalmente, melhorar o financiamento em todos os níveis da educação”, disse.

(Com agência France-Presse)