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Nixon era pior do que pensávamos, afirmam repórteres do Watergate

Por Gabriel Bouys 10 jun 2012, 10h57

Quase quatro décadas depois do escândalo Watergate, que envolveu o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, os repórteres que revelaram a história ao mundo concluíram que o republicano era “muito pior” do que pensavam na época.

Nixon renunciou em agosto de 1974, depois que foi revelado o papel que seu governo desempenhou na invasão – e na posterior ação de acobertar – da sede do Comitê Nacional do Partido Democrata no complexo de prédios de Watergate, em 17 de junho de 1972, na capital americana.

Nixon foi o único presidente americano a renunciar ao cargo.

Carl Bernstein e Bob Woodward, que revelaram o caso quando eram repórteres do jornal The Washington Post, chamaram Watergate de cruzamento do que consideram as cinco guerras de Nixon, em um editorial publicado no sábado pelo mesmo jornal.

“Durante sua presidência de cinco anos e meio, que começou em 1969, Nixon empreendeu e dirigiu cinco guerras sucessivas e contíguas: contra o movimento de oposição à guerra do Vietnã, os meios de informação, os democratas, o sistema de justiça e, finalmente, contra a própria história”, afirmam.

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“Todas elas refletem uma mentalidade e um padrão de conduta que são exclusivas e dominantes em Nixon: o desejo de evadir a lei para obter vantagens políticas, assim como a busca de segredos e aspectos negativos sobre seus oponentes como um fundamento da organização de sua presidência”, afirmam os autores.

Nixon foi em muitos aspectos pior do que Bernstein e Woodward pensaram, apesar disto não ter sido revelado publicamente na época de Watergate, destacaram os repórteres.

“Muitos antes da explosão de Watergate, a espionagem, as invasões, as intervenções nas linhas telefônicas e a sabotagem política já haviam se transformado em um estilo de vida na presidência de Nixon”, completaram.

Muitos mitos e detalhes incorretos sobre a responsabilidade de Nixon na invasão do Comitê Nacional do Partido Democrata e sobre acobertar o ato surgiram nos últimos anos, garantem Bernstein e Woodward.

“Um deles tem persistido, praticamente sem sofrer alterações: a ideia de que acobertar foi pior do que o crime em si. Esta ideia minimiza o escândalo e o alcance das ações criminais de Nixon”, afirmam os dois jornalistas.

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