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Nigéria proíbe protestos a favor da libertação de meninas sequestradas

Autoridades afirmam que manifestações representam “ameaça à segurança”

Por Da Redação 2 jun 2014, 20h16

As autoridades da Nigéria proibiram a realização de protestos para exigir o resgate da mais de 200 adolescentes sequestradas pelo grupo Boko Haram. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, o comissário Joseph Mbu, que comanda a polícia da capital, Abuja, disse que as manifestações se “degeneraram” e agora “representam uma séria ameaça à segurança”. Na avaliação policial, os protestos estão sendo desviados por “extremistas”, uma vez que deveriam ser contra os terroristas, e não contra as autoridades.

O anúncio da polícia surpreendeu as pessoas que protestam com o lema “Bring Back our Girls” (Tragam nossas meninas de volta) em Abuja e em outras cidades do país. No Twitter, uma das responsáveis pelas manifestações, Oby Ezekwesili, afirmou que não há base alguma para “proibir manifestações pacíficas” em Abuja. “Esta decisão é louca”, reagiu o advogado das organizadoras, Femi Falana, afirmando que a decisão deve ser contestada na justiça “o mais rápido possível”.

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As meninas foram sequestradas em 14 de abril de uma escola na cidade de Chibok, no estado de Borno, ao norte do país. Desde então, o governo tem recebido críticas pela incapacidade de conduzir a crise e por ter ignorado avisos sobre o plano dos terroristas. O Boko Haram continua a realizar ataques em várias regiões do país, deixando dezenas de mortos.

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Na última semana, o governo afirmou ter localizado as meninas, mas não revelaram onde elas estão alegando questões de segurança. Nenhum progresso foi divulgado desde então. Segundo números oficiais, 219 adolescentes permanecem em poder dos terroristas. Outras 57 conseguiram fugir, a maioria nas horas seguintes ao sequestro.

O Boko Haram luta para impor um Estado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul. Desde que a polícia matou, em 2009, o então chefe e fundador do Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que já deixou milhares de mortos.

(Com Estadão Conteúdo e France-Presse)

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