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Nigéria declara emergência após ataques extremistas

O grupo Boko Haram é apontado como o responsável pela onda de atentados

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, declarou nesta terça-feira estado de emergência em três províncias do norte do país, após uma onda de ataques atribuída ao grupo extremista islâmico Boko Haram. Segundo Jonathan, o governo precisou adotar as medidas extraordinárias para restaurar a normalidade nas localidades de Borno, Yobe e Adamawa, áreas mais afetadas pelos atentados.

“Estas ações equivalem a uma declaração de guerra e uma tentativa deliberada de minar a autoridade do estado nigeriano e ameaçar sua integridade territorial. Não as toleraremos. Nós vamos caçá-los e trazê-los à Justiça”, advertiu Jonathan.

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A operação será liderada pelas Forças Armas, com o posicionamento de mais tropas nos estados para garantir a segurança interna. Outras agências de segurança envolvidas também receberam ordens de “realizar todas as ações necessárias, dentro de seus protocolos de combate, para acabar com a impunidade de insurgentes e terroristas”, disse o mandatário. O objetivo é prender e deter suspeitos com controle de qualquer estrutura usada com fins terroristas, como armas ilegais, e isolar zonas de operações terroristas. Segundo a BBC, o presidente admitiu que o governo não tem o controle de todas as áreas do país.

Histórico – O Boko Haram, cujo nome significa “educação ocidental é pecado”, busca derrubar o governo e instituir um estado islâmico no país. Nos últimos anos, o grupo realizou diversos atentados sangrentos contra a população cristã na Nigéria, que é maioria no sul do país. Desde 2009, quando a polícia matou o líder Mohammed Yousef, os radicais deram início a uma companha sangrenta que já causou mais de 3.000 mortes, segundo números do exército nigeriano.

No mês passado, o exército do país lançou uma ofensiva para caçar membros do grupo na província de Borno. A ação provocou a morte de duzentas pessoas e atraiu críticas de grupos de direitos humanos.

(Com agência EFE)