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Nigéria condena à morte 54 soldados que se negaram a lutar contra o Boko Haram

Já é a segunda sentença judicial semelhante. Com a proximidade das eleições presidenciais de fevereiro, país quer intensificar a luta contra os terroristas

Por Da Redação 18 dez 2014, 09h22

Um tribunal militar da Nigéria condenou à morte 54 soldados que se negaram a participar de uma operação contra o grupo terrorista Boko Haram durante o mês de agosto, segundo confirmaram informou um comunicado do Ministério da Defesa nigeriano. A corte declarou os militares culpados por conspiração criminosa para se amotinar e os condenou à morte por fuzilamento, enquanto outros quatro militares foram exonerados de duas funções.

Aparentemente, os soldados, todos membros da Sétima Divisão do Exército nigeriano, destacada na cidade de Maiduguri, no nordeste do país, teriam se negado a fazer parte de uma missão conjunta com um batalhão das forças especiais para recuperar várias aldeias que nesse momento estavam nas mãos do Boko Haram. Os 54 militares se declararam “não culpados” das acusações e inclusive uma das testemunhas apresentadas pela procuradoria reconheceu que a maior parte deles se uniu à operação posteriormente, relata o jornal local Premium Times.

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Trata-se da segunda sentença com estas características emitida pelo tribunal militar de Abuja, que no mês de setembro condenou à morte outros doze militares da mesma Divisão por se amotinar e disparar contra o oficial do comando de sua unidade. Nos últimos meses, a ofensiva do Exército nigeriano contra Boko Haram desacelerou pelas constantes queixas dos soldados, que denunciam a falta de armas e equipamento apropriado para lutar contra um inimigo que muitas vezes dispõe de mais e melhores recursos.

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A proximidade das eleições presidenciais, previstas para fevereiro de 2015, transformou a luta contra Boko Haram em um assunto prioritário na política nigeriana, já que existe um grande temor de que o Exército não seja capaz de garantir a segurança durante as votações. O grupo radical islamita tenta implantar um califado no norte do país e mantém sequestradas mais de 200 meninas desde abril. Nos últimos cinco anos, os terroristas assassinaram cerca de 10.000 pessoas, segundo as autoridades nigerianas.

(Com agências France-Presse e EFE)

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