APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

⚡ Esquenta 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!

Nicarágua liberta 30 opositores detidos após protestos

Segundo as autoridades locais, ativistas convocaram manifestações sem a devida autorização do governo

Por Da Redação 16 out 2018, 10h58 | Atualizado em 4 jul 2026, 01h13
Nicarágua liberta 30 opositores detidos após protestos Priorize VEJA no Google

A Nicarágua libertou na segunda-feira 15 trinta opositores detidos por organizarem uma manifestação contra o governo de Daniel Ortega no domingo 14. A decisão foi recebida com alívio por organizações de defesa dos direitos humanos, que, no entanto, destacaram que outros quinhentos manifestantes ainda estão presos “injustamente” no país.

O governo de Ortega, pressionado por muitas críticas dentro e fora do país, libertou os líderes e ativistas dos direitos humanos 24 horas após a detenção no domingo, durante uma tentativa de protesto em Manágua.

O presidente de 72 anos, no poder desde 2007, é acusado de autoritarismo, nepotismo e corrupção, em meio a uma onda de protestos que exige a sua saída do governo desde abril. A repressão às manifestações já provocou mais de 320 mortes.

Vários manifestantes liberados na segunda-feira gritaram “Viva a Nicarágua livre” ao reencontrar amigos e parentes.

Continua após a publicidade

Outros 8 manifestantes que haviam sido presos pela polícia já haviam sido soltos.

“É evidente que não encontraram nenhum indício de delito e aqui estamos em liberdade. Espero que aconteça o mesmo com outros presos políticos”, disse a dirigente do dissidente Movimento de Renovação Sandinista (MRS) Ana Vigil ao sair da prisão.

Continua após a publicidade

Líderes de organizações civis, movimentos de defesa das mulheres e dos direitos humanos estavam entre os detidos. Segundo as autoridades locais, eles convocaram um protesto sem a devida autorização do governo.

“É uma boa notícia a libertação dos líderes dos movimentos sociais na Nicarágua. Continuamos atentos e acompanhando a situação de centenas de pessoas presas pela criminalização dos protestos”, afirmou a representante para o país da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH), Antonia Urrejola.

Continua após a publicidade

A opositora Aliança Cívica, que reúne empresários, estudantes e grupos civis, anunciou que pretende prosseguir com as ações para libertar todos os presos políticos, que já passam de 400 segundo suas estimativas.  Outras organizações já registram 500 presos políticos na Nicarágua.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) e o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU haviam condenado as detenções.

Continua após a publicidade

Os chanceleres do Mercosul também criticaram as “ações repressivas do governo” de Ortega, “incompatíveis” com um sistema democrático.

Os protestos começaram em 18 de abril contra uma frustrada tentativa de reforma da Previdência. Após a violenta repressão às manifestações, o movimento passou a exigir a renúncia de Ortega e de sua mulher e vice-presidente Rosario Murillo.

Continua após a publicidade

(Com AFP)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA ESPECIAL ELEIÇÕES

Digital Eleições

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês*
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*A assinatura inclui acesso ao site de VEJA, conteúdos exclusivos para assinantes e navegação com menos anúncios. Benefícios sujeitos às condições e à disponibilidade da assinatura.
*Pagamento único trimestral de R$ 5,97, equivalente a R$ 1,99/mês durante os 3 primeiros meses.