Neto de Raúl Castro vira alvo de sanções do governo Trump junto a outras entidades de Cuba
Novas medidas econômicas fazem parte de embargo renovado dos EUA na tentativa de pressionar a ilha a adotar regime mais favorável a Washington
O governo dos Estados Unidos anunciou sanções nesta quinta-feira, 3, contra Fidel Ernesto Castro, neto do histórico líder cubano Raúl Castro. Outras cinco entidades econômicas e bancárias da ilha também foram alvos da medida.
“Entre os designados hoje estão um neto de Raúl Castro, Fidel Ernesto Castro Calis; o Banco Exterior de Cuba; e quatro entidades que exploram os recursos naturais ou as reservas de energia de Cuba em benefício do regime”, afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um comunicado.
Fidel Ernesto Castro Calis, de 31 anos, é filho de Alejandro Castro Espín, general de brigada e figura-chave do regime cubano, que também foi recentemente alvo de sanções por parte de Washington.
Seu avô, Raúl Castro, de 95 anos, líder remanescente da Revolução de 1959, enfrenta acusações formais por homicídio na Justiça dos Estados Unidos relacionadas à morte de quatro americanos na derrubada de dois aviões de pequeno porte de um grupo anticastrista, em 1996. Raúl Castro era ministro da Defesa na época, e teria ordenado os disparos, o que o regime cubano nega.
No dia 13 de agosto, data que marcou o centenário de seu irmão Fidel Castro, ele fez uma aparição pública em Havana, durante um evento que homenageou a figura histórica à frente da revolução.
Crise econômica profunda
O governo Trump começou a intensificar as sanções contra a ilha em janeiro deste ano, mirando principalmente suas importações de petróleo. O embargo escancarou os já sérios gargalos na infraestrutura enérgica de Cuba, provocando apagões cada vez mais recorrentes devido à falta de combustíveis. A crise econômica se exacerbou, criando uma das piores conjunturas para a nação caribenha em décadas.
As sanções provocaram a saída de empresas estrangeiras da ilha e impactaram diretamente o turismo na região. O objetivo das penalidades econômicas é pressionar o governo cubano a negociar uma mudança para um regime mais favorável a Washington.







