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Netanyahu reitera: “Diplomacia não funciona com o Irã”

Primeiro-ministro israelense subiu o tom durante fala na Assembleia da ONU

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu defendeu nesta quinta-feira que a diplomacia não está funcionando com o Irã, país que Israel acusa de investir em tecnologia de armamento nuclear.

“Nada ameaça mais Israel do que o Irã com armas nucleares”, afirmou o premiê em seu discurso na 67° Assembleia Geral da Organização Nações Unidas (ONU).

“A única forma de impedir a bomba nuclear iraniana é estabelecer uma linha vermelha em seu programa de enriquecimento de urânio“, disse. “No que diz respeito à sobrevivência do meu país, não é só meu direito falar, é meu dever.”

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Abbas e Netanyahu Abbas e Netanyahu

Abbas e Netanyahu (/)

Palestina – Sobre a questão palestina, o israelense foi duro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que discursou antes dele. “O presidente Abbas acabou de falar aqui. E eu disse para ele, e digo para vocês, que não vamos resolver nosso conflito com discursos difamatórios diante da ONU”, concluiu.

Abbas – O presidente da ANP afirmou para representantes de todos os países que a população palestina sofre uma ‘limpeza étnica’. Afirmou ainda que os assentamentos de Israel nos territórios ocupados são ‘racistas’. Segundo ele, “para ter uma chance de paz, é preciso boicotar e condenar as ocupações” israelenses na Palestina.

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“Israel se recusa a acabar com a ocupação e se recusa a permitir que o povo palestino faça uso de seus direitos e de sua liberdade e rejeita a independência do estado da Palestina”, disse

Reconhecimento – Em seu discurso, Abbas ainda reiterou seu pedido de reconhecimento da Palestina como estado não membro da ONU. “Estamos confiantes que a vasta maioria dos países do mundo apoiam nossa empreitada”, disse.

Atualmente a ANP está classificada no organismo como uma entidade observadora sem direito a voto. Abbas quer que a organização passe a ser classificada pelo estatuto da organização como sendo estado não membro, denominação utilizada para o Vaticano. Para obter a condição, a ANP tem de conseguir a maioria qualificada dos votos durante a assembleia geral, sendo que, no ano passado o pedido foi rejeitado.

(Com Agência Brasil)