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Netanyahu reage a assalto à embaixada israelense no Egito

No incidente, pelo menos três pessoas morreram e 1.049 ficaram feridas

“O ataque em massa à embaixada de Israel no Egito é um incidente sério”

Premiê israelense

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, qualificou como “incidente sério” o assalto, na noite desta sexta-feira, à embaixada de Israel no Cairo. No confronto entre egípcios enfurecidos com a política de Israel no Oriente Médio e forças de segurança, pelo menos três pessoas morreram e 1.049 ficaram feridas.

“O ataque em massa à embaixada de Israel no Egito é um incidente sério, mas poderia ter sido pior se os agitadores tivessem conseguido atravessar a última porta e ferir os funcionários da embaixada”, disse Netanyahu. “Fico feliz que tenhamos conseguido impedir um desastre e queria agradecer ao presidente dos Estados Unidos por sua ajuda.”

Netanyahu conversou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o incidente. Ambos concordaram em manter contato frequente até que a situação tenha se resolvido, informou a imprensa local. Além disso, o titular da Defesa israelense, Ehud Barak, informou em comunicado que dialogou com seu colega americano, Leon Panetta, a quem pediu que fizesse todo o possível para proteger a embaixada israelense no Egito.

O avião que transferiu o embaixador israelense no Egito, sua família e o pessoal diplomático após o assalto aterrissou nas primeiras horas deste sábado em Israel, segundo fontes oficiais. O grupo de 80 pessoas liderado pelo embaixador, Yitzhak Levanon, foi levado a Israel em uma aeronave da Força Aérea israelense. Outros seis israelenses presos tiveram de ser retirados do edifício por um comando especial egípcio.

A invasão – Dezenas de manifestantes invadiram no fim da tarde da última sexta-feira o edifício que abriga a embaixada de Israel, após derrubar o muro que o protegia. Pelo menos três pessoas morreram e 1.049 ficaram feridas durante os choques entre manifestantes e as forças de segurança, de acorco com a última apuração da agência de notícia estatal egípcia Mena.

O canal, que cita um responsável do Ministério da Saúde, não precisou a causa das mortes, enquanto fontes das forças de segurança assinalaram que duas delas foram causadas por ataques cardíacos.

Situação atual – Centenas de manifestantes continuam reunidos neste sábado no meio de um forte aparato de segurança, embora já não se registrem choques. Cerca de 20 militares, apoiados por quatro carros de combate, estão a postos na entrada do local.

A rua onde se encontra a embaixada, no lado oeste do Nilo, voltou a ser aberta ao trânsito, apesar de ainda ter sinais da batalha da noite de sexta-feira, onde pneus e carros foram incendiados. Muitos manifestantes dormem nos portais dos edifícios adjacentes ao da legação. Um dos ali presentes, Ahmad Saber, explicou que voltou ao local porque não aceita a presença israelense no Egito. “Queremos acabar com a relação entre os dois países, a saída do embaixador israelense foi um primeiro passo, mas não vamos parar até que se cortem as relações totalmente”, assinalou Saber.

Enquanto isso, o primeiro-ministro egípcio, Essam Sharaf, presidiu neste sábado uma reunião do gabinete de crise para revisar a situação interna depois dos fatos na noite de sexta-feira e a dsaída do país do embaixador israelense, Yitzhak Levanon. , revelou a agência de notícias Mena.

(Com agência EFE)