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Netanyahu: ‘Não vamos parar até garantir segurança de israelenses’

Para premiê, Hamas é “ramificação da árvore” que originou o Estado Islâmico

Por Da Redação - 20 ago 2014, 18h06

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou nesta quarta-feira que Israel vai continuar com a operação militar contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. “A operação Limite Protetor não será concluída enquanto não tivermos a garantia da segurança dos israelenses”, declarou o premiê, em entrevista coletiva concedida em Tel Aviv. “Se o Hamas atacar, vamos responder com mais força ainda. E se eles não entendem hoje, amanhã eles vão entender; e se não for amanhã, será depois de amanhã”.

O Exército israelense realizou mais de noventa ataques aéreos em resposta a quase 140 foguetes lançados pelo Hamas, que rompeu mais um cessar-fogo. Netanyahu também ligou o grupo fundamentalista palestino que controla Gaza aos terroristas do Estado Islâmico, responsáveis por atrocidades cometidas no Iraque e Síria. Para ele, ambas as organizações são “ramificações da mesma árvore”.

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Ataque a chefe da Al-Qassam – Questionado sobre o ataque de Israel contra Mohammed Deif, chefe do braço armado do Hamas, o primeiro-ministro limitou-se a dizer que “os líderes de organizações terroristas são alvos legítimos”. “Ninguém está a salvo de nosso fogo”. O bombardeio, na noite de ontem, matou a mulher e o filho do terrorista, que não estava na casa que foi destruída. O ministro do Interior de Israel, Gideon Saar, disse que o ataque foi realizado porque Deif era “pessoalmente responsável” por dezenas de mortes. Segundo a rede britânica BBC, o chefe das brigadas Al-Qassam já escapou de outros ataques, que teriam deixado sequelas. (Continue lendo o texto)

Fontes médicas disseram que outro bombardeio realizado por Israel na Faixa de Gaza deixou uma mulher grávida morta, além de diversas crianças feridas. Na região sul de Israel, sirenes foram disparadas após o grupo terrorista lançar trinta foguetes contra o país. Tel Aviv e Jerusalém também entraram em estado de alerta para possíveis ataques. Um porta-voz do Hamas voltou a fazer ameaças, dizendo que o grupo planeja atacar o aeroporto de Tel Aviv e advertindo as companhias aéreas internacionais a cancelarem os voos para Israel.

O mais recente conflito entre Israel e o Hamas já dura seis semanas e deixou mais de 2.000 mortos do lado palestino, a maioria civis. Do lado israelense, 64 soldados e três civis foram mortos. O governo do Egito, responsável pela mediação das tentativas de negociação de uma trégua mais duradoura entre as partes, “lamentou profundamente” o fim do cessar-fogo. Israel exige garantias de que as milícias da Faixa de Gaza serão desarmadas, enquanto o Hamas insiste no fim ao bloqueio e exige a contrução de um porto na região. Para Israel, acabar com as restrições significa abrir caminho para o grupo terrorista ter acesso a armas do exterior.

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