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Netanyahu diz que pedirá imunidade parlamentar em processos por corrupção

Premiê israelense é acusado em três ações e tenta último recurso para não ir ao banco dos réus

Por Da Redação - 1 jan 2020, 17h18

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quarta-feira, 1º, que pedirá ao Parlamento do país (Knesset) que conceda a ele imunidade parlamentar nos processos por corrupção. O premiê é acusado em três ações diferentes e alega inocência.

“Tenho a intenção de apelar ao presidente da Knesset para exercer meu direito e meu dever de continuar servindo aos cidadãos”, disse Netanyahu, em transmissão ao vivo para todo o país. O pedido pode atrasar por meses o andamento dos processos contra o político. O anúncio veio quatro horas antes do fim do prazo para o pedido – um último recurso do premiê para evitar ir ao banco dos réus.

Netanyahu foi denunciado em novembro sob acusações de propina, fraude e violação de confiança, com alegações de que cedeu favores do Estado no valor de centenas de milhões de dólares a empresários e barões da imprensa israelense em troca de presentes e cobertura favorável. Ele nega ter feito algo errado, dizendo que é vítima de uma caça às bruxas de parte da imprensa e da esquerda.

Um julgamento não pode acontecer uma vez que o pedido por imunidade é realizado. Em meio a um profundo impasse político, parece improvável que o Parlamento decida sobre o assunto antes da eleição de 2 de março. Netanyahu precisará do apoio de 61 dos 120 parlamentares para receber imunidade, a mesma maioria que escapou dele nas tentativas de formar um governo após os pleitos de abril e setembro.

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(Com agências Reuters e EFE)

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