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Netanyahu acusa líder palestino de antissemitismo e negação do Holocausto

Mahmoud Abbas insinuou que os próprios judeus são culpados pela perseguição histórica que sofreram, "por causa da usura e dos bancos" que comandaram

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou Mahmoud Abbas de antissemitismo e negação do Holocausto nesta quarta-feira 2, depois que o líder da Autoridade Nacional Palestina insinuou em um discurso que os próprios judeus europeus seriam culpados pela perseguição histórica que sofreram.

Grupos judeus também repudiaram os comentários de Abbas, feitos na segunda-feira durante um discurso ao Conselho Nacional Palestino. Segundo Abbas, os judeus sofreram historicamente não por causa de sua religião, mas por terem sido banqueiros e credores.

“Parece que, uma vez tendo negado o Holocausto, sempre negará o Holocausto”, escreveu Netanyahu no Twitter. “Peço à comunidade internacional que condene o antissemitismo grave de Abu Mazen (Abbas), que deveria ter desaparecido deste mundo há muito tempo”.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman, que é judeu, também se pronunciou sobre o caso, afirmando que Abbas “caiu mais baixo do que nunca”.

O líder palestino disse em seu pronunciamento que os judeus da Europa sofreram massacres “a cada dez ou quinze anos em alguns países desde o século XI e até o Holocausto”.

Citando livros de vários autores, Abbas argumentou: “Eles disseram que o ódio contra os judeus não se deveu à sua religião, mas a sua profissão social. Então, a questão judaica que se disseminou contra os judeus em toda a Europa não foi por causa de sua religião, foi por causa da usura e dos bancos”.

O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rdainah, não quis comentar as críticas.

Abbas, de 82 anos, fez essas declarações na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, durante uma reunião rara do Conselho Nacional Palestino, o Parlamento de fato da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que Abbas preside.

Membro veterano da Fatah, a facção dominante da OLP, Abbas serviu durante décadas como vice leal de seu antecessor, Yasser Arafat. Ele assumiu a liderança da Fatah, da OLP e da Autoridade Palestina depois que Arafat morreu, em 2004.

(Com Reuters e AFP)