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Navalny apresenta sinais de ‘envenenamento lento’, diz porta-voz

Penitenciária nega e Kremlin diz não acompanhar estado de saúde do líder da oposição preso desde 2021

Por Da Redação
13 abr 2023, 20h18

Alexei Navalny, um dos principais líderes de oposição na Rússia, tem apresentado fortes dores no estômago que podem sinalizar algum tipo de envenenamento de ação lenta. As informações foram divulgadas por sua porta-voz, Kira Yarmysh, nesta quinta-feira, 13.

Navalny, que foi adicionado à lista de “terroristas e extremistas” pelo Kremlin no ano passado, teria sido atendido por médicos na semana passada na colônia penal de segurança máxima IK-6, em Melekhovo, onde está preso desde o início de 2021. 

O detento começou a apresentar os sintomas após consumir as refeições do presídio, segundo a porta-voz. Depois de notar que a alimentação piorava o desconforto abdominal, Navalny passou a evitar os alimentos oferecidos pelo medo de estar sendo envenenado.

+ Navalny, líder da oposição russa, chama Putin de ‘ladrão louco’ ao vivo

Em janeiro, ele foi medicado com antibióticos após apresentar dores de estômago semelhantes.

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“Ele não come nada porque está proibido de receber pacotes com comida ou comprar comida na loja da prisão e a comida que é fornecida pela prisão na verdade piora sua dor de estômago”, informou Yarmysh .

Com a piora das dores de Navalny, a porta-voz afirmou que não descarta a possibilidade de o líder de oposição estar sendo intoxicado em ritmo lento para que “não morra imediatamente, mas para que sofra e arruíne a sua saúde”. Ela disse, ainda, que o contato com o detento é escasso e que os cuidados médicos não estavam sendo disponibilizados.

O serviço penitenciário local negou as acusações. As autoridades locais o consideram um extremista vinculado à agência de inteligência dos Estados Unidos, a CIA. De acordo com o Kremlin, que disse não estar acompanhando seu estado de saúde, Navalny teria como objetivo desestabilizar a administração de Putin.

Ativista anticorrupção, Alexei Navalny foi preso no início de 2021 e cumpre pena de dois anos e meio por violações da liberdade condicional, sentença tida por ele como forjada para frustrar suas ambições políticas. Desde então, o opositor tem criticado constantemente a forma como tem sido tratado na prisão.

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Em agosto de 2020, o ativista foi levado às pressas para Berlim para tratar de um envenenamento por um raro agente que ataca o sistema nervoso. Ele acusa o governo russo, que nega qualquer envolvimento.  Segundo o Comitê Investigativo da Rússia, em 2014 Navalny criou uma “rede extremista e a dirigiu com o objetivo de mudar as bases constitucionais russas”.

Ele acusa o governo russo pelo envenenamento, enquanto o Kremlin nega qualquer envolvimento e disse repetidamente que seu tratamento é assunto do serviço penitenciário. Desde então, Putin se nega até mesmo a mencionar o nome do opositor.

Em janeiro do ano passado, o governo russo incluiu o opositor e alguns de seus aliados na lista oficial de “terroristas e extremistas”, no desenvolvimento mais recente de uma série de ações de autoridades da Rússia para repreender a oposição ao presidente Vladimir Putin.

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