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Naufrágio na República Dominicana mata 16 imigrantes ilegais

Por Erika Santelices - 5 fev 2012, 18h20

As autoridades dominicanas informaram, neste domingo, ter recuperado 16 corpos de imigrantes ilegais que se dirigiam a Porto Rico, quando a embarcação em que viajavam naufragou, na véspera, no nordeste da ilha Hispaniola, com 70 pessoas a bordo.

“Até o momento, recuperamos 16 cadáveres, 11 de homens e cinco de mulheres”, disse à imprensa o vice-diretor da Defesa Civil na província de Hato Mayor, à qual pertence Sabana de la Mar, 155 km a nordeste de Santo Domingo.

“Temos 14 sobreviventes: oito homens e seis mulheres”, afirmou à AFP Pablo Polanco, diretor regional da Defesa Civil.

Deste grupo, oito recebem cuidados médicos em um hospital municipal e outros seis são atendidos em postos da Marinha de Guerra, explicou Polanco.

Enquanto isso, na costa nordeste, dezenas de pessoas iam e vinham do cais aos hospitais e postos militares na esperança de encontrar seus parentes com vida.

As autoridades acreditam que pode haver mais sobreviventes, embora alguns possam estar escondidos para fugir da justiça.

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“Temos informações de que chegaram dois (sobreviventes) ontem à noite a Nagua (costa norte), porque familiares que estavam aqui procurando por eles foram para lá com a notícia de que estavam vivos”, afirmou Polanco.

O barco à vela que saiu na madrugada de sábado da costa dominicana naufragou à tarde na costa do povoado de Sabana de la Mar, aparentemente com 70 pessoas a bordo.

“Um dos sobreviventes nos disse que eram quase 70”, contou Polanco.

Segundo testemunhos, os viajantes foram vítimas do mau tempo, que deixou a frágil embarcação à deriva, provocando o rompimento da fibra, que acabou fazendo água.

Neste domingo, corpos civis e militares da República Dominicana e dos Estados Unidos retomaram as buscas por náufragos, em meio a uma forte ondulação. As más condições meteorológicas dificultam ainda a travessia da Baía de Samaná para o transporte de alguns corpos a seus locais de origem.

No hospital regional de San Pedro de Macorís, no sudeste, aonde chegam os cadáveres, os familiares começaram a retirá-los no domingo.

São comuns as viagens ilegais de dominicanos que atravessam o Canal de la Mona para chegar a Porto Rico em busca de melhores condições de vida.

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