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Nas redes: Rússia viverá ‘pesadelo gay’ sem Putin

Vídeo se torna viral ao sugerir que russos serão obrigados a adotar gays em suas casas se Putin perder; eleições ocorrem em menos de um mês

Por AFP Atualizado em 19 fev 2018, 21h33 - Publicado em 19 fev 2018, 20h40

Um vídeo que pede aos russos a reeleição do presidente Vladimir Putin se tornou viral a menos de um mês das eleições, causando incômodo entre os opositores. Postado nas redes sociais, o vídeo diz aos eleitores que, caso os rivais de Putin ganhem, eles farão da Rússia um pesadelo onde os cidadãos serão obrigados a conviver com os gays.

O vídeo de origem desconhecida já alcançou três milhões de visualizações desde sexta-feira. Nas imagens, um homem de meia-idade sonha com um futuro sem Putin, que está previsto para ganhar um quarto mandato nas próximas eleições de 18 de março.

Em um dos sonhos, um homossexual está sentado em sua cozinha pintando as unhas e comendo uma banana de maneira sugestiva. A esposa então diz que, pela nova lei, toda família russa é obrigada a aceitar em sua casa um gay que tenha sido abandonado. Quando o homem finalmente acorda, chama sua esposa para votar “antes que seja muito tarde”.

Uma das rivais de Putin nas eleições é a candidata liberal Ksenia Sobchak, a favor da legalização do casamento gay. Ela condenou o vídeo como “vil”.

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“Mostrar as pessoas LGBT como uma ameaça em um país homofóbico não é uma brincadeira”, escreveu a candidata no Instagram.

O vídeo também fala sobre a obrigação de servir ao exército. No mesmo sonho, o homem se vê sendo recrutado para as forças armadas e protesta: “mas eu tenho 52 anos”. “Excelente! O recrutamento foi aumentado para 60”, responde um militar negro.

Segundo o The Guardian, jornalistas de oposição do país acreditam que o vídeo tenha sido produzido pela equipe de campanha de Putin.

Esta segunda-feira é o primeiro dia em que os candidatos podem divulgar suas propagandas políticas na televisão. O vídeo foi amplamente visualizado na página do Facebook de Alexander Kazakov, analista político favorável ao Kremlin. Kazakov declarou à AFP que desconhece quem postou o vídeo.

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