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Naruhito promete seguir o curso do seu pai como novo imperador do Japão

Cerimônia de ascensão ao trono contou com a presença de 266 representantes políticos e institucionais e membros da família imperial

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h48 - Publicado em 1 Maio 2019, 10h10

Naruhito, o novo imperador do Japão, assumiu oficialmente o Trono de Crisântemo na manhã desta quarta-feira (1, hora local), horas depois da abdicação de seu pai, Akihito. O monarca prometeu que seguirá “o curso” marcado pelo seu pai e agirá de acordo com a Constituição, em seu primeiro pronunciamento oficial.

“Ao asceder ao trono, juro que terei em profunda consideração o curso seguido por Sua Majestade o imperador emérito (Akihito)”, disse Naruhito, que também se comprometeu “agir de acordo com a Constituição” e a ter sempre presente em seus pensamentos “o povo e respaldá-lo”.

Naruhito realizou um breve discurso diante de um reduzido número de convidados no Palácio Imperial, após sua ascensão ao trono em um ato ritual onde herdou os tesouros imperiais do Japão e os selos imperiais que simbolizam o poder do imperador.

“Quando penso na grande responsabilidade que assumi, me enche um sentimento de solenidade”, disse o novo imperador, de 59 anos, no início de seu discurso diante de 266 representantes políticos e institucionais e membros da família imperial.

  • Pela primeira vez na história moderna uma mulher compareceu à cerimônia, embora mulheres da realeza não possam participar – nem mesmo as imperatrizes, a emérita e a nova, puderam acompanhar. Satsuki Katayama, única ministra do gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe, acompanhou o ato.

    Akihito deixou formalmente de ser imperador à meia-noite desta quarta. A partir de hoje, o Japão entra no ano 1 da nova era imperial Reiwa (“bela harmonia”), após três décadas da era Heisei (“realização da paz”).

    Esta foi a primeira vez em dois séculos que um imperador japonês cedeu sua função ainda vivo, em virtude de uma lei de exceção escrita sob medida para Akihito.

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    Abdicação

    Em meados de 2016, o agora imperador emérito manifestou seu desejo de deixar o cargo, o qual não conseguia mais “exercer de corpo e alma”, devido à sua idade avançada (hoje ele tem 85 anos) e a uma saúde em declínio.

    A data da abdicação e o conjunto de disposições relativas a esse acontecimento foram decididos pelo governo, sem interferência da família imperial.

    As cerimônias de abdicação e coroação, realizadas no mais belo salão do Palácio Imperial, foram transmitidas pelo canal público com uma solenidade incomum.

    Muitos se reuniram do lado de fora do Palácio Imperial e nos templos xintoístas, uma quase religião que rege, em parte, os ritos imperiais.

    A programação dos eventos ligados a essa mudança se estenderá ao longo de meses, com um ápice no outono, quando serão recebidos chefes de Estado e várias personalidades.

    “Há várias etapas no cerimonial de sucessão que não são, de fato, especificadas em nenhuma lei”, explicou recentemente, em entrevista coletiva, o articulista e historiador Eiichi Miyashiro.

    Nas últimas semanas, Akihito e sua esposa, Machiko, fizeram suas derradeiras viagens por um país que percorreram durante três décadas, em especial para reconfortar as vítimas das catástrofes naturais ocorridas em sua era.

    (Com EFE)

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