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Napolitano é reeleito presidente em acordo improvisado

Reeleição, inédita na história italiana, aconteceu após impasse em 5 votações

Por Da Redação - 20 abr 2013, 14h54

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, foi reeleito neste sábado depois de um acordo de última hora costurado pelos líderes partidários para tentar resolver o impasse político depois de cinco votações inconclusivas, desde quinta-feira. Com o apoio dos principais partidos, Napolitano foi eleito para mais um mandato, depois de conseguir maioria simples em uma sessão conjunta das duas Casas do Parlamento. Caberá a Napolitano tentar organizar um governo de coalizão para acabar com a instabilidade que se arrasta desde fevereiro, quando nenhum partido conseguiu maioria no Senado. Um gabinete tecnocrata segue interinamente no comando do país.

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“Considero um dever confirmar minha disponibilidade diante dos pedidos recebidos”, disse Napolitano, em comunicado oficial. “O sentimento de responsabilidade perante a nação me impulsiona e confio em uma análoga responsabilidade coletiva”.

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Ainda não se sabe se, ao aceitar o acordo com o partidos, Napolitano impôs condições, como por exemplo a formação de um governo que consiga aprovar uma reforma da controversa lei eleitoral italiana. O primeiro mandato do presidente termina no dia 15 de maio e será a primeira vez que ocorre uma reeleição para o cargo. O chefe de Estado italiano é uma figura em grande parte cerimonial, mas tem uma série de funções políticas vitais, como Napolitano demonstrou em 2011, quando colocou Mario Monti à frente de um governo de tecnocratas para substituir Silvio Berlusconi, envolvido em escândalos.

O comediante Beppe Grillo, do Movimento Cinco Estrelas, classificou a reeleição de Napolitano como “golpe de estado”. Ele conseguiu amealhar votos de protesto suficientes no pleito de fevereiro para se tornar a terceira força política no Parlamento. O problema é que ele não aceita fechar uma coalizão com nenhum dos dois partidos maiores, o PD, de centro-esquerda, liderado por Pier Luigi Bersani, e o Povo da Liberdade, de centro-direita, liderado por Berlusconi.

Democratas – O acordo com Napolitano surgiu depois de a eleição do chefe de Estado causar prejuízos significativos para Bersani. Ele disse na sexta-feira que deixaria a liderança do partido assim que o novo presidente fosse eleito. Bersani havia indicado Franco Marini, ex-presidente do Senado, para a disputa, mas o nome não conseguiu número suficiente de votos. O ex-premiê Romano Prodi também sofreu forte resistência da centro-esquerda, e deixou a disputa conseguindo pouco mais de uma dezena dos 1007 votos em jogo.

(Com agência Reuters)

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