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Na segunda, governo George W. Bush anunciou a proposta de reforma anticrise

Por Jadyr Pavão
31 mar 2008, 14h40

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira uma grande reforma na regulamentação do setor financeiro do país, a maior desde o crack da Bolsa de 1929, segundo analistas. Entre os pontos principais da proposta, que visa enfrentar os efeitos da atual crise americana, está o aumento da vigilância do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre várias instituições financeiras, desde os grandes bancos, passando por investidoras e alcançando até o sistema de seguros e hipotecas – de onde partiu a atual onda de instabilidades.

O plano foi apresentado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson. Trata-se de um calhamaço de 218 páginas, que ainda deverá ser destrinchado por analistas e pelos congressistas americanos. Em defesa da proposta, Paulson afirmou que um sistema financeiro forte é importante não apenas para os investidores da Bolsa de Valores, mas também para os demais trabalhadores americanos.

O Fed será designado como “regulador de estabilidade de mercado”. O banco passará a ter o poder de examinar os registros contábeis de qualquer instituição, não apenas dos bancos, além de quebrar sigilos fiscais e tomar ações corretivas imediatas quando necessário.

Outra medida proposta pelo governo é centralizar em uma agência reguladora federal a supervisão bancária diária – atualmente, essa tarefa é dispersa em cinco agências. Adicionalmente, seria criada uma super agência encarregada de fiscalizar a conduta empresarial e de proteger os consumidores, assumindo funções da atual Comissão de Valores e Câmbio.

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O projeto prevê ainda a criação de uma Comissão federal de Originação Hipotecária. Ela estabeleceria padrões mínimos recomendados para corretores de hipotecas, já que muitos deles atuam atualmente fora da regulamentação federal.

Apesar da emergência da situação, Paulson admitiu que a maioria das mudanças ainda pode levar tempo a ser adotada. Isso porque muitas delas precisam passar por intensos debates e votação no Congresso.

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