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Na ONU, Paquistão diz que há risco de guerra com a Índia pela Caxemira

Imran Khan, premiê paquistanês, afirma que disputa pelo território tende a piorar e descarta participar de encontro com governo indiano

Por Da Redação - Atualizado em 25 set 2019, 03h36 - Publicado em 25 set 2019, 03h35

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, afirmou nesta terça-feira 24 que a situação na Caxemira irá piorar e alertou sobre o risco de uma guerra com a Índia, o que colocaria frente a frente duas potências nucleares.

“Isso é só o princípio. (A situação) vai piorar e há potencial que dois países atômicos se enfrentem em algum momento”, afirmou Khan sobre a tensão envolvendo a Caxemira em entrevista coletiva concedida na sede da ONU, em Washington.

Milhares de pessoas seguem presas na Caxemira indiana desde agosto, quando o governo de Narendra Modi retirou o status especial da região e determinou a imposição de fortes restrições aos direitos de circulação e reunião, além de cortar as redes de telecomunicações e internet.

A decisão do governo da Índia de acabar com a autonomia da Caxemira e dividir a região disputada é vista como uma tentativa do partido nacionalista hindu BJP de mudar a demografia da área de maioria muçulmana. A ideia seria permitir que indianos de outras partes do países se estabeleçam no local e comprem terras.

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Na entrevista coletiva na ONU, Khan acusou Modi de racismo e descartou se reunir com o primeiro-ministro da Índia em Nova York. Os dois estiveram na mesma sala durante um lanche oferecido pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, mas não interagiram.

Tanto Khan como Modi conversaram com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tentou convencê-los a melhorar as relações entre os dois países. Ele ainda se ofereceu para mediar o conflito, mas insistiu que isso depende da disposição dos premiês.

A tensão entre Paquistão e Índia é uma das principais crises discutidas ao longo da Assembleia-Geral da ONU, sem grandes expectativas de progresso durante as reuniões em Nova York.

(Com EFE)

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