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Na cúpula do Mercosul, Macri pede libertação de presos políticos na Venezuela

Por Da Redação
Atualizado em 4 jun 2024, 22h09 - Publicado em 21 dez 2015, 13h57

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu nesta segunda-feira a libertação dos presos políticos na Venezuela durante seu discurso na cúpula de chefes de Estado do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai. “Quero pedir aqui expressamente diante dos chefes de Estado membros do Mercosul pela rápida libertação dos presos políticos na Venezuela, porque nos países membros não pode haver lugar para perseguição política por motivações ideológicas ou por pensar diferente”, declarou.

Macri acrescentou que seu governo vê “com agrado que a Venezuela assumiu” os resultados das últimas eleições legislativas, nas quais a oposição venceu, e pediu “prudência à oposição”. O governante disse que sua “visão de democracia não é só comparecer às urnas” e a classificou como “uma forma de vida, (um) pacto de convivência”.

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“Acredito que chegou a hora, amigos, de lhes pedir um pouco mais de democracia, no século XX superamos (a) ditadura e dissemos nunca mais aos governos militares”, declarou Macri, que estreia em âmbito internacional em seu cargo nesta cúpula, diante da chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez – ela substitui o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Também estavam na reunião, além da presidente Dilma Rousseff, os presidentes do Paraguai, Horacio Cartes; Uruguai, Tabaré Vázquez; da Bolívia, Evo Morales; e do Chile, Michelle Bachelet. Maduro é o único dos líderes dos países do bloco, também formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que não está nesta reunião semestral. Também participam do encontro a Bolívia – país em trâmite de adesão – e do Chile, Estado associado ao bloco.

Resposta – Após o discurso do presidente argentino, a chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, acusou Macri de “ingerências”. Ela mostrou fotos de pessoas armadas que, segundo ela, foram tiradas em manifestações em 2014 que a oposição organizou e classificou como sendo de caráter pacífico. “Estes são os protestos pacíficos de 2014 para os que não o tinham visto (…) incendiaram o Ministério Público, incendiaram serviços públicos essenciais, atentaram contra o acesso dos e das venezuelanas a alimentação, educação, 19 universidades foram incendiadas”, disse Rodríguez, mostrando as fotos aos participantes da cúpula semestral do Mercosul.

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A chanceler disse a Macri que, ao pedir a libertação dos políticos detidos, ele está defendendo a “violência política”. Rodríguez se disse disposta a debater com ele sobre direitos humanos com “sinceridade e franqueza” e “sem dupla moral”. “Se vamos falar de direitos humanos, vamos falar com sinceridade, nós estamos na primeira fila para esse debate”, destacou a chanceler venezuelana em discurso.

A oposição venezuelana contabiliza mais de 75 presos que considera “políticos”, entre eles Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular, condenado a quase 14 anos de prisão pelos casos de violência ocorridos após uma manifestação, e Antonio Lezzma, prefeito metropolitano de Caracas.

(Com EFE)

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