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Na Califórnia, Trump analisa protótipos para muro com o México

Presidente analisou oito modelos e afirmou ter gostado de dois ou três deles; mexicanos garantem que ainda conseguirão pular

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou a fronteira do país com o México nesta terça-feira e analisou oito estilos de muros para a barreira que prometeu construir para impedir a entrada de imigrantes ilegais e drogas, uma de suas principais promessas de campanha.

Segundo o discurso feito a militares da Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Miramar, em San Diego, ele afirmou que “dois ou três” dos protótipos erguidos em uma área entre Otay Mesa (Estados Unidos) e Tijuana (México) “realmente funcionam” e não puderam ser escalados.

“O que faço melhor é construir”, acrescentou Trump, que prometeu que erguerá “um grande muro” e que será “muito efetivo”. “Não temos escolha”, indicou Trump, que destacou que a barreira é necessária para deter a entrada de drogas e criminosos.

O presidente americano também frisou que é preciso fechar as “brechas” na fronteira que são aproveitadas pelos cartéis de droga, os contrabandistas e os traficantes de pessoas.

Ele também criticou os chamados “santuários”, territórios que decidiram não colaborar com as forças federais migratórias, e garantiu que, com sua atitude, violam a Constituição, ameaçam a segurança e estão dando refúgio a criminosos.

A Califórnia, que se declarou estado “santuário” no último dia 1º de janeiro, foi alvo de uma denúncia apresentada pelo governo dos Estados Unidos na semana passada, em mais um passo na escalada de tensão entre as autoridades californianas e Trump.

Mexicanos garantem que é possível pular

Será possível superar o muro que o presidente quer erguer na fronteira entre os dois países? “Sim, é possível!”, afirmam alguns mexicanos que garantem que qualquer muro pode ser vencido.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inspeciona protótipos de muros de fronteira, em San Diego, no estado americano da Califórnia - 13/03/2018 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inspeciona protótipos de muros de fronteira, em San Diego, no estado americano da Califórnia – 13/03/2018

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inspeciona protótipos de muros de fronteira, em San Diego, no estado americano da Califórnia – 13/03/2018 (Kevin Lamarque/Reuters)

Do outro lado da fronteira, em Tijuana, um protesto reuniu cerca de 50 mexicanos, que veem a presença de Trump como mais uma de suas provocações e reagem desafiadores diante dos oito imponentes protótipos de muro que o presidente mandou erguer. “Não pagaremos seu muro, Não somos inimigos dos Estados Unidos”, diziam dois grandes cartazes colocados sobre uma barreira já existente na fronteira.

Parece que Trump “quer vir nos dizer que está aqui, que vai fazer o que ele diz com os muros”, diz à AFP Eladio Sánchez, operário de 30 anos que mora desde criança em um bairro humilde a poucos metros do lado mexicano da fronteira e já cruzou a fronteira ilegalmente diversas vezes.

Uma primeira parede metálica foi construída na fronteira em 1993, durante o governo do democrata Bill Clinton. Em seguida, adicionou-se uma cerca com arame farpado.

As amostras, de nove metros de altura e paredes completamente lisas, foram construídas por seis companhias e cada uma custou entre 300.000 e 500.000 dólares. A ou as escolhidas vão serpentear grande parte da fronteira mexicano-americana, com cerca de 3.200 km, uma das mais transitadas do mundo.

Estima-se que 11 milhões de imigrantes em situação ilegal vivam nos Estados Unidos, a maioria mexicanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inspeciona protótipos de muros de fronteira, em San Diego, no estado americano da Califórnia - 13/03/2018 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inspeciona protótipos de muros de fronteira, em San Diego, no estado americano da Califórnia – 13/03/2018

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inspeciona protótipos de muros de fronteira, em San Diego, no estado americano da Califórnia – 13/03/2018 (Mandel Ngan/AFP)

(Com EFE e AFP)