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Mundo parabeniza Rajoy e torce para que Espanha supere a crise

Líderes mundiais parabenizaram Mariano Rajoy por sua vitória nas eleições legislativas da Espanha, e muitos expressaram o desejo de ver os mercados apaziguados após a chegada de um conservador ao poder.

A China, que possui cerca de 12% da dívida pública espanhola, fez votos nesta segunda-feira para que “a mudança dê confiança aos mercados, a fim de que a União Europeia aplique as medidas necessárias adotadas nas reuniões da UE e do G20” para frear o contágio da crise.

“A China espera que os países europeus, entre eles Espanha, Itália e Grécia, superem suas dificuldades atuais”, disse o porta-voz da chancelaria em Pequim, Liu Weimin.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujo país também está sob pressão dos mercados, felicitou Rajoy no domingo e manifestou sua esperança de dar “um novo impulso na aliança” entre Paris e Madri.

“Acredito especialmente nas ações que a Espanha e França podem realizar de forma conjunta neste momento em que a Europa enfrenta uma crise econômica e financeira sem precedentes. Juntos, com nossos parceiros, daremos uma resposta eficaz e credível para restabelecer a estabilidade e o crescimento na Eurozona”, escreveu o presidente francês.

A chanceler Angela Merkel llamó ligou para Rajoy para “felicitá-lo por sua vitória”, afirmou o porta-voz do governo alemão.

“Ela propôs uma colaboração eficaz e estreita para resolver todos os grandes problemas que a Espanha enfrenta neste momento”, explicou Steffen Seibert.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chamou Rajoy para felicitá-lo “por ter ganhado uma batalha crucial em um momento de importância vital para a Espanha e Europa”, informou um comunicado da Downing Street, sede do Governo em Londres.

O presidente do México, Felipe Calderón, disse que confia na sociedade e governo espanhóis para superar os desafios enfrentados pela economia e reiterou sua disposição para continuar fortalecendo os laços de amizade e cooperação.

A Venezuela, por sua vez, afirmou no domingo sua intenção de manter laços bilaterais “construtivos” com a Espanha, “baseados no respeito mútuo, em benefício de ambos os povos, unidos por estreitos laços de irmandade”, segundo nota do ministério das Relações Exteriores.

Rajoy manteve, como chefe do opositor Partido Popular (PP), vários mal entendidos com o governo do presidente Hugo Chávez, que chegou a qualificar o PP como “um dos partidos mais fascistas da Europa”.

O PP conseguiu o melhor resultado de sua história com 186 deputados dos 350 que formam a câmara baixa do Parlamento, enquanto o Partido Socialista Trabalhador Espanhol (PSOE) sofreu, com 110 eleitos, o castigo de uma opinião pública que o responsabiliza pela falta de eficácia contra a crise.