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Mundo lamenta a morte de Steve Jobs, o gênio visionário da Apple

Por Robyn Beck - 6 out 2011, 10h24

O cofundador da Apple, Steve Jobs, um gênio visionário que mudou o mundo e um dos maiores inventores americanos, que revolucionou a cultura com criações como o iPod, o iPad e o iPhone, morreu na quarta-feira de câncer aos 56 anos, gerando reações em todo o planeta.

“Estamos profundamente tristes por anunciar que Steve Jobs morreu hoje”, destacou um comunicado da direção da empresa. “O brilho de Steve, sua paixão e energia foram fonte de incontáveis inovações que enriqueceram e melhoraram nossas vidas. O mundo é imensamente melhor devido a Steve”.

“Seu grande amor era sua mulher, Laurene, e sua família. Nossos corações estão com ele e com todos os que foram alcançados por seus extraordinários talentos”.

“Steve morreu pacificamente, cercado por sua família (…). Em sua vida pública, ficou conhecido como um visionário; na vida privada, era um homem da família”, revelaram seus parentes.

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“Steve era um dos maiores inventores americanos, suficientemente valente para pensar diferente, suficientemente ousado para acreditar que podia mudar o mundo e suficientemente talentoso para conseguir isso”, afirmou o presidente Barack Obama em um comunicado, no qual expressou tristeza com a morte.

“O mundo perdeu um visionário e não pode haver maior tributo ao sucesso de Steve que o fato de que boa parte do mundo soube de sua morte através de um dos vários dispositivos que ele inventou”, completou o presidente americano.

“Os Estados Unidos perderam um gênio que será lembrado como Edison ou Einstein, e cujas ideias darão forma ao mundo durante várias gerações”, afirmou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ao comentar a morte do homem que levou ao sucesso a empresa da maçã, e que mudou a forma de viver de milhares de pessoas em todo o mundo.

“Cada um de nós está rodeado diariamente de produtos dos quais ele foi o gênio criativo. Não é um excesso dizer que ele literalmente mudou o mundo”, afirmou a primeira-ministra australiana, Julia Gillard.

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“A Apple perdeu um visionário e um gênio criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível”, afirmou o atual diretor-geral do grupo, Tim Cook, em um e-mail divulgado ao público e que enviou a todos os seus funcionários.

Na página principal da Apple foi publicada na quarta-feira uma grande fotografia em preto e branco de seu cofundador, com seus pequenos óculos redondos e sua tradicional camisa preta.

“Profundamente triste”, disse Bill Gates, o fundador da Microsoft, considerando que a influência deixada no mundo por Steve Jobs será sentida “durante várias gerações”.

“O mundo raras vezes conhece alguém que tenha provocado um impacto tão profundo como Steve, um efeito que prosseguirá por muitas gerações no futuro”.

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“Steve e eu nos conhecemos há quase 30 anos, e fomos colegas, concorrentes e amigos ao longo de mais da metade de nossas vidas. Estou realmente triste” com sua morte.

“Para os que tiveram a sorte de trabalhar com ele, foi uma honra incrivelmente grande. Steve fará uma enorme falta”, completou Bill Gates.

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, agradeceu Jobs “por ter sido um mentor e um amigo”. “Obrigado por mostrar que a obra de alguém pode mudar o mundo”.

Robert Iger, chefe da gigante de entretenimento Walt Disney, afirmou que “o mundo perdeu um ser original e raro”.

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O conselho de administração da fabricante de computadores Mac, do iPod, do smartphone iPhone e do tablet iPad anunciou na noite de quarta-feira a notícia da morte de Jobs em um breve comunicado.

Nascido em San Francisco no dia 24 de fevereiro de 1955, Jobs sofria de graves problemas de saúde há vários anos. Convivia desde 2004 com uma rara forma de câncer de pâncreas e realizou um transplante de fígado em 2009.

De licença médica desde janeiro, Jobs comunicou sua renúncia ao posto de diretor-geral da Apple em 24 de agosto, cedendo as rédeas da empresa ao número dois, Tim Cook.

“Steve deixa para trás uma empresa que apenas ele poderia ter construído, e seu espírito continuará para sempre o pilar da Apple”, destacou Cook.

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Sua morte produziu um fluxo ininterrupto de reações nas redes sociais Twitter e Facebook, onde seus seguidores, de estrelas de cinema a políticos ou anônimos, homenagearam o “incrível criador”.

Diante de uma loja da Apple na Quinta Avenida de Nova York, os fãs da marca da maçã depositaram flores.

Cerca de 35 milhões de mensagens foram emitidas até o meio-dia desta quinta-feira na China em memória ao fundador da Apple no principal serviço de microblogs do país, Sina Weibo, enquanto os clientes da empresa se reuniam em frente às lojas Apple para homenageá-lo.

G.S. Choi, o chefe do gigante sul-coreano Samsung Electronics, rendeu tributo ao seu grande rival: “ele introduziu muitas mudanças revolucionárias no setor das tecnologias da informação e era um grande empresário”.

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No Japão, Howard Stringer, diretor-geral da empresa japonesa Sony, destacou que “a era digital perdeu sua estrela, mas a inovação e a criatividade de Steve seguirão inspirando sonhadores e pensadores durante gerações”.

Steve Jobs cofundou a empresa em uma garagem em 1976 junto a Steve Wozniak. Renunciou em 1985 após uma luta de poder interna e o grupo declinou, mas Jobs voltou a ocupar a direção em 1997.

Posteriormente, liderou o lançamento dos produtos estrela da marca da maçã: desde o computador iMac em 1998 ao tablet iPad em 2010, passando pelo aparelho de reprodução de músicas iPod (2001) e o telefone multifuncional iPhone (2007).

Em 2011, a Apple se transformou temporariamente na empresa mais valiosa do mundo, cotada em cerca de 350 bilhões de dólares na bolsa, disputando o primeiro lugar com a gigante petroleira ExxonMobil.

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A empresa apresentou na terça-feira a nova geração de seu produto estrela, o smartphone iPhone 4S, mais potente e dotado de maiores inovações que seu antecessor, incluindo comandos de voz.

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