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Mulheres do Togo convocam ‘greve de sexo’ contra governo

Opositoras são contrárias a reforma eleitoral que facilita reeleição de presidente

As integrantes do grupo opositor “Salvemos Togo” convocaram todas as mulheres do país a iniciar uma greve de sexo a partir desta segunda-feira para obrigar os homens a se somarem à luta contra o governo. O grupo quer a anulação das modificações do código eleitoral adotadas pelo parlamento sem consenso.

“Convocamos todas as mulheres a privar de atividade sexual seus maridos durante uma semana a partir de segunda-feira. Trata-se de obrigar todos os homens a se comprometerem mais na luta levada adiante pelo grupo Salvemos Togo”, disse a militante Isabelle Ameganvi.

“As mulheres são as primeiras vítimas da situação catastrófica que vivemos no Togo. Razão pela qual dizemos a todas as mulheres: uma semana sem sexo também é uma arma de luta”, explicou Ameganvi. As ativistas se inspiraram em uma greve parecida na Libéria, em 2003, quando as mulheres desse país protestavam pela paz.

Ativismo – O grupo “Salvemos Togo”, formado por nove organizações da sociedade civil e sete partidos e movimentos políticos opositores, organizou três manifestações na semana passada para exigir a supressão das modificações do código eleitoral adotadas pelo parlamento sem consenso. O grupo também exige que as eleições legislativas previstas para outubro sejam adiadas até junho de 2013.

Segundo a oposição, a reforma eleitoral facilita que o partido do presidente Faure Gnassingbe, cuja família controla o país há décadas, consiga a reeleição nas eleições parlamentares. Gnassingbe está no poder desde 2005, quando seu pai, Gnassingbe Eyadema, que controlou o Togo por 38 anos, morreu. O presidente foi reeleito em 2010.

(Com agência France-Presse)