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Mulher de Maduro diz que sobrinhos traficantes foram “sequestrados pelos EUA”

Por Da Redação 13 jan 2016, 13h52

A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, disse na terça-feira que seus sobrinhos indiciados por tráfico de drogas nos Estados Unidos foram “sequestrados por autoridades americanas,” em seus primeiros comentários sobre o caso desde que as prisões provocaram um escândalo no ano passado. Franqui Flores de Freitas, de 30 anos, e Efraín Campo Flores, de 29, foram presos no Haiti – com 800 quilos de cocaína – em novembro, numa operação envolvendo o órgão federal de combate às drogas dos EUA, a Drug Enforcement Agency (DEA). Os dois foram em seguida indiciados em Nova York sob a acusação de tráfico internacional de drogas, provocando constrangimento ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Efraím é filho da irmã de Cilia Flores e foi criado por ela e por Maduro desde criança.

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“Temos evidência de que a DEA esteve aqui, em território venezuelano, violando nossa soberania e cometendo crimes em nosso território”, disse Flores, que é também uma deputada governista. “A DEA cometeu o crime de sequestro, o que a defesa vai provar”, insistiu. Maduro até agora não comentou a prisão de seu filho de criação.

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Desde 2012, a Venezuela está no radar das autoridades dos Estados Unidos por causa do envolvimento de militares e líderes chavistas com o narcotráfico. Em 2012, o ex-juiz Eládio Aponte Aponte revelou a existência do Cartel dos Sóis – nome em referências às divisas que os generais carregam no uniforme. Segundo ele, o tráfico de drogas no país é coordenado por militares, sobretudo pelo presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello.

Em janeiro deste ano, o ex-guarda-costas de Cabello, Leamsy Salazar, se exilou nos Estados Unidos e revelou a intrincada rede de corrupção e tráfico de drogas chefiada por Cabello e membros da alta cúpula do governo, entre eles, o filho do ex-presidente Chávez, Hugo Chávez Colmenares.

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(Da redação)

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