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Mubarak sofre ataque cardíaco em sua chegada à prisão

Ex-ditador egípcio voltou à detenção para cumprir sua condenação perpétua

Por Da Redação - 2 jun 2012, 09h42

O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak, condenado neste sábado à prisão perpétua pela morte de manifestantes que se revoltaram contra seu regime, sofreu um ataque cardíaco em sua chegada à penitenciária de Tora, quando ainda estava no helicóptero que o havia levado do tribunal onde foi julgado, informaram fontes de segurança locais. Mubarak, de 84 anos, está sendo atendido dentro do helicóptero, e será transferido assim que possível à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital da prisão. Segundo a rede de televisão estatal do Egito, o ex-presidente sofreu um “ataque agudo e repentino” no momento em que a aeronave aterrissava no heliponto do presídio.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que foi condenado por premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cedeu à pressão e renunciou ao cargo, deixando o Cairo; em seu lugar assumiu a Junta Militar, que segue no poder até o fim das eleições.

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Além de Mubarak, o ex-ministro do Interior Habib al Adli também foi condenado neste sábado à prisão perpétua por seu envolvimento no assassinato de manifestantes durante a revolução que acabou com o governo do ex-presidente em fevereiro de 2011. Tanto Mubarak como seus filhos Alaa e Gamal foram absolvidos de outras acusações por corrupção porque os crimes prescreveram, segundo a justiça egípcia.

Apenas um dia após ter sido detido, em abril de 2011, Mubarak foi internado no hospital internacional de Sharm el Sheikh, na Península do Sinai, após sofrer outra crise cardíaca enquanto estava sendo interrogado. Ele ficou internado no local até o início de seu julgamento, em 3 de agosto do ano passado. Desde então, ficou no chamado Centro Médico Internacional, na estrada para Suez, até que hoje a justiça egípcia o condenou e determinou que ele fosse levado para a penitenciária de Tora.

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Egípcios se revoltam com sentença dada a Mubarak e pedem sua execução
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Protestos – Centenas de egípcios fecharam neste sábado os acessos à na praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra o fato de Mubarak e Adli não terem sido condenados à morte. Os manifestantes montaram barricadas e fizeram barreiras humanas para evitar a passagem de veículos em todos os acessos à praça. Eles gritavam expressões de ordem como “O povo quer executar Mubarak” ou “Nula!”, em relação à decisão do Tribunal Penal do Cairo de absolver o ex-presidente e seus filhos, Alaa e Gamal, das acusações de corrupção alegando que elas prescreveram.

O clima de indignação na praça Tahrir também tem como alvo os seis assessores de Adli no Ministério do Interior que foram absolvidos pelo envolvimento no assassinato de manifestantes na época dos protestos que culminaram na queda do governo de Mubarak. Um dos pontos de maior tensão na praça é o começo da rua Mohammed Mahmoud, que leva até a sede deste Ministério, que foi palco de uma sangrenta batalha com a polícia em novembro de 2011. Para impedir que alguém vá ao Ministério para entrar em confronto com as forças de segurança, manifestantes formaram barreiras humanas para impedir o acesso a essa via.

“Não queremos problemas. Temos que protestar na praça e fazer nossa voz ser ouvida por esta sentença injusta e ilegítima”, disse Mohammed Alaa Mahfuz, um dos voluntários da barreira humana. O comerciante Yasser Ali, que estava com um cartaz de protesto com as fotos de Mubarak e do candidato presidencial Ahmed Shafiq, afirmou estar “desiludido” por acreditar que o processo foi um julgamento “político e injusto”. “Se Shafiq (último primeiro-ministro e aliado de Mubarak) for eleito presidente, a primeira coisa que fará será colocá-lo em liberdade”, alegou.

Confira o vídeo abaixo sobre a condenação de Mubarak:

(Com agência EFE)

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