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Mubarak é condenado a pagar US$ 90 mi por cortar internet

O ditador deposto do Egito, Hosni Mubarak, e dois de seus ex-ministros foram condenados neste sábado por um tribunal do Cairo a pagar uma multa de 90 milhões de dólares, por terem “prejudicado a economia nacional” quando suspenderam, durante a revolta popular no país, o uso da internet e da telefonia.

Os três foram considerados culpados por prejudicar a economia ao cortar a internet e os telefones durante a revolução de 25 de janeiro, segundo uma fonte do governo egípcio. O ex-ditador deverá pagar 200 milhões de libras egípcias (33,5 milhões de dólares), enquanto os ex-ministros Nazif e Adli desembolsarão 40 milhões (6,7 milhões de dólares) e 300 milhões de libras egípcias (50,3 milhões de dólares) respectivamente.

Os três réus ainda podem recorrer da sentença. O serviço dos quatro principais provedores de acesso à internet no país foi suspenso em 28 de janeiro, dias após o início das manifestações contra o regime de Mubarak.

Além disso, as três operadoras de telefonia celular que servem o Egito foram orientadas a suspender seus serviços, e posteriormente obrigadas a cumprir a lei egípcia, indicou na época a inglesa Vodafone, que opera no país.

Vários líderes populares se utilizavam da grande rede para coordenar e divulgar os protestos. A decisão de suspender o acesso à web foi condenado internacionalmente, inclusive pelos criadores das redes sociais Facebook e Twitter.

(com agência France-Presse)