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Mubarak acompanhou eleições deprimido em hospital

Mulher de ex-ditador se vestiu de luto pelo 'pior dia na história da família'

Por Da Redação 24 Maio 2012, 08h02

O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak, deprimido e acompanhado por sua mulher, que se vestiu de luto, acompanhou ontem pela televisão o primeiro dia das eleições presidenciais no hospital onde está internado, no Cairo, informou nesta quinta-feira o jornal Al Tahrir. Uma fonte médica, citada pelo jornal, disse que Mubarak permaneceu em sua cama e que se deprimiu quando viu sua mulher vestida de preto por considerar que ontem foi o pior dia da história de sua família.

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Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo; em seu lugar assumiu a Junta Militar.

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Os funcionários do Centro Médico Internacional no Cairo advertiram à mulher de Mubarak, Suzan, que vê-la vestida daquela maneira deteriorou seu estado psicológico, de acordo com o jornal. Mubarak, de 84 anos, quis seguir o desenvolvimento do pleito pela televisão, mas demorou a convencer seus médicos. “Quero a televisão, significa que quero a televisão!”, disse.

O ex-chefe de Estado renunciou ao poder no dia 11 de fevereiro de 2011, após 18 dias de revoltas populares e depois de três décadas no poder. “Depois de mim, nenhum presidente permanecerá no Egito”, previu Mubarak enquanto assistia à televisão, segundo a fonte médica citada pelo jornal.

As medidas de segurança se intensificaram nas imediações do hospital onde está internado o ex-chefe de Estado, que também recebeu as visitas das mulheres de seus dois filhos, Alá e Gamal, ambos presos. Segundo a fonte médica, os médicos que atendem Mubarak ainda lhe chamam de ‘al rais’ (o presidente) e tratam sua mulher como a primeira-dama.

Está previsto que, no próximo dia 2 de junho, a corte que julga Mubarak há mais de seis meses pronuncie a sentença por seu envolvimento no massacre de manifestantes e em casos de corrupção.

(Com agência EFE)

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