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MSF adverte que novos fluxos de deslocados na Síria serão insustentáveis

Médicos Sem Fronteiras afirma que os acampamentos já estão lotados e muitas pessoas devem viver em descampados a temperaturas geladas por vários dias

Por Da Redação - 10 fev 2016, 16h23

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) advertiu nesta quarta-feira que as entidades humanitárias que prestam socorro alimentício, água e serviços mínimos de saneamento na Síria não têm capacidade para atuar frente aos novos fluxos de deslocados causados pela ofensiva das tropas do ditador Bashar Assad sobre Aleppo, no norte do país.

“Os acampamentos (de deslocados) não têm capacidade para receber mais pessoas. Existe o risco de que as pessoas, incluindo crianças pequenas e idosos, permaneçam vivendo em descampados a temperaturas geladas por vários dias”, disse a chefe da missão da MSF na Síria, Muskilda Zankada. Nessas circunstâncias se temem efeitos graves sobre a saúde dos deslocados, principalmente casos de pneumonia.

A organização humanitária, com sede em Genebra, disse que está prestando socorro aos deslocados que chegam ao distrito de Azaz, perto da fronteira com a Turquia.

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Os que estão chegando a Azaz fazem parte do êxodo causado pela ofensiva das forças governamentais, apoiadas por bombardeios aéreos russos e milícias iranianas, sobre Aleppo, que antes da guerra civil era o principal centro econômico e industrial da Síria.

Essa cidade, a mais importante depois de Damasco, esteve partida entre áreas controladas por grupos rebeldes e pelo governo desde a primeira etapa do conflito, em 2011.

A nova ofensiva de Assad causou o deslocamento de pelo menos 50.000 pessoas, mas acredita-se que se os combates se tornarem mais intensos, várias dezenas de milhares de pessoas a mais poderiam fugir. A estimativa é que em Aleppo continuavam vivendo antes deste episódio cerca de 300.000 pessoas.

(Com EFE)

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