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Motorista atropela pedestres em frente ao Parlamento britânico

Incidente deixou dois feridos e já está sendo tratado como terrorismo; suspeito já foi preso

Ao menos duas pessoas ficaram feridas após um carro colidir com barreiras de proteção do lado de fora do Parlamento britânico em Londres nesta terça-feira (14). O motorista foi detido por suspeita de terrorismo, informou a polícia local.

A polícia disse estar tratando o incidente como relacionado com terrorismo e afirmou que o motorista, com cerca de 20 anos, está preso em uma delegacia no sul de Londres.

“Ele foi preso por suspeita de infrações terroristas”, disse a Polícia Metropolitana em comunicado. “Não havia mais ninguém no veículo, que permanece na cena e está sendo examinado. Nenhuma arma foi recuperada até este momento”.

Segundo a polícia, um Ford Fiesta prata atropelou diversos ciclistas e pedestres antes de colidir com barreiras do lado de fora do Parlamento às 7h37 da manhã (3h37 no horário de Brasília).

O Comando Antiterrorista da polícia assumiu a investigação, informou a Scotland Yard. “Apesar de mantermos a mente aberta, o Comando Antiterrorista da Polícia Metropolitana lidera a investigação sobre o incidente de Westminster”, anunciou a força de segurança no Twitter.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que policiais fortemente armados cercaram o veículo, do qual retiraram o motorista, que foi algemado. As ruas ao redor do Parlamento em Westminster foram fechadas. Outros vídeos mostram o momento exato da detenção do motorista.

Diversas viaturas da polícia e ambulâncias foram enviadas às proximidades do Parlamento, assim como o esquadrão antibombas e cães farejadores. A estação de metrô de Westminster também foi fechada.

“Meus pensamentos estão com os feridos no incidente em Westminster e muito obrigado aos serviços de emergência pela sua resposta imediata e corajosa”, afirmou a primeira-ministra britânica Theresa May, em sua conta do Twitter.

O Reino Unido foi cenário em 2017 de uma onda de atentados, quatro deles reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, que deixaram 36 mortos e 200 feridos. Um dos ataques aconteceu em março na Ponte de Westminster, que leva ao Parlamento.

O autor do atentado de março do ano passado, Khalid Masood, atropelou várias pessoas na ponte e avançou com o carro até as grades do Parlamento. Depois, Masood desceu do carro, entrou na área do Parlamento e esfaqueou até a morte um policial, antes de ser morto por outros agentes das forças de segurança.

Desde então uma barreira de segurança de cimento e aço foi foi instalada ao redor das grades do Parlamento e nas calçadas que levam à ponte.

(Com Reuters e AFP)