Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Mortos na Síria ultrapassam 5.000, dizem Nações Unidas

Número de vítimas da repressão do governo de Bashar Assad aumentou em mais de mil em relação ao último relatório da ONU, divulgado em novembro

A Organização das Nações Unidas revisou a estimativa de mortos pela repressão do regime do ditador Bashar Assad. De acordo com a ONU, o número de vítimas subiu para 5.000 pessoas desde março, quando começaram as manifestações pedindo a saída de Assad do poder. No final de novembro, número oficial de mortos era de 4.000, segundo relatório da organização.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

Leia mais no Tema ‘Revoltas no Mundo Islâmico’

Os novos dados sobre o massacre sírio foram confirmados nesta segunda-feira ao Conselho de Segurança pela Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, que ainda divulgará oficialmente os números. Segundo a ONU, mais de 200 pessoas foram mortas desde o dia 2 de dezembro passado. Além disso, calcula-se que mais de 14.000 pessoas tenham sido detidas e que 12.400 tenham fugido para países vizinhos, sobretudo a Turquia, desde o início da repressão.

“É minha estimativa que o total de pessoas mortas desde o início dos protestos, no começo do ano, é de 5.000. Esta situação é intolerável”, disse Pillay em seu discurso. O Conselho de Segurança da ONU decidiu realizar uma reunião sobre a situação na Síria e a pressão dos países ocidentais para condenar à violência das forças de segurança de Assad, que recentemente disse em uma entrevista que não tinha responsabilidade sobre as mortes. Em outubro, Rússia e China vetaram uma resolução contra o país árabe.

Eleições – O aumento do número de mortos na guerra civil síria, como as Nações Unidas tem tratado o conflito, é confirmado no mesmo dia em que o país realiza eleições municipais em meio a protestos e uma greve geral, que afeta algumas regiões do país como a da cidade de Deraa, no sul da Síria, principal reduto da oposição a Bashar Assad.

Apesar de relatos oficiais de que a votação transcorreu em clima de tranquilidade, confrontos foram registrados em Idleb e Deraa, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Quinze civis morreram vítimas de disparos de forças de segurança do governo nas regiões de Homs, Hama e Idleb, segundo a entidade.

(Com agência France-Presse)