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Trump eleva o tom contra o Irã e volta artilharia para os democratas

Presidente dos EUA fala em ‘fim’ do país rival e amplia confronto ao incluir oposição interna como ‘maior inimigo’

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 mar 2026, 14h45 | Atualizado em 22 mar 2026, 15h19
Trump eleva o tom contra o Irã e volta artilharia para os democratas Priorize VEJA no Google

Em meio a uma escalada de tensão internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um discurso ainda mais agressivo ao comentar os recentes desdobramentos envolvendo o Irã. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que o país do Oriente Médio estaria “morto” após ações militares norte-americanas e, em um movimento incomum, redirecionou críticas ao cenário doméstico ao apontar o Partido Democrata dos Estados Unidos como o “principal inimigo” da nação.

A declaração, feita em tom contundente, mistura política externa e disputa interna. “Com a morte do Irã, o maior inimigo dos Estados Unidos é o Partido Democrata, de esquerda radical e altamente incompetente”, escreveu Trump, em uma fala que amplia o já polarizado ambiente político no país.

No dia anterior, o presidente havia estabelecido um ultimato ao governo iraniano: a reabertura do Estreito de Hormuz, corredor marítimo vital por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O prazo estipulado foi de 48 horas. Caso a exigência não fosse cumprida, Trump prometeu uma resposta militar direta, mencionando a possibilidade de atingir e “destruir completamente” instalações de energia do Irã.

Do outro lado, a reação veio rápida. Mesmo diante da pressão americana, autoridades iranianas indicaram que não recuariam. Um porta-voz militar do país alertou que qualquer ataque às estruturas energéticas iranianas seria respondido com ações contra a infraestrutura dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico. A ameaça inclui alvos ligados a energia, tecnologia e sistemas de dessalinização, ampliando o risco de um confronto de maiores proporções.

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O episódio evidencia um momento delicado nas relações internacionais, em que declarações públicas e prazos curtos se transformam em instrumentos de pressão — e, potencialmente, em gatilhos para uma escalada ainda mais imprevisível.

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