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Morte de Ruth Ginsburg dá a Trump chance de indicar juiz à Suprema Corte

'Temos essa obrigação, sem demora', escreveu o presidente americano neste sábado (19)

Por Ernesto Neves Atualizado em 19 set 2020, 13h14 - Publicado em 19 set 2020, 12h56

A morte da juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos Ruth Bader Ginsburg, de 87 anos, na última sexta-feira 18, de câncer no pâncreas, abre para o presidente Donald Trump a chance de aumentar sua maioria conservadora no tribunal, atualmente de cinco a quatro. O presidente já havia indicado dois juízes, Brett Kavanaugh e Neil Gorsuch.

“Fomos colocados nesta posição de poder e importância para tomar decisões pelas pessoas que nos elegeram com tanto orgulho. E uma das mais importantes decisões é a escolha dos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos. Temos essa obrigação, sem demora”, escreveu Trump nas redes sociais neste sábado 19. 

O Senado americano demora, em média, 60 dias para aprovar um novo juiz para a Corte Suprema. Mas, no mesmo dia que Ruth morreu, o senador republicado Mitch McConnell afirmou que pretende acelerar o processo. 

Poucos dias antes de morrer, Ruth ditou uma carta à neta em que afirmava que “seu desejo mais profundo” era não ser substituída antes da posse do novo presidente, em 2021. Indicada pelo presidente democrata Bill Clinton em 1993, Ruth foi a segunda mulher a ocupar uma cadeira na Suprema Corte. Ela tornou-se símbolo de votos favoráveis a causas como a justiça social e a igualdade de gênero.

 

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