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Morte de Rabbani foi ordenada por mulá Omar, diz polícia

Talibã detonou bomba escondida em seu turbante ao saudar ex-presidente

Por Da Redação 21 set 2011, 08h44

A polícia afegã acredita que o suicida que matou na terça-feira o ex-presidente afegão Burhanuddin Rabbani em Cabul “foi enviado diretamente” pelo conselho liderado pelo líder máximo talibã, o mulá Omar, a partir do Paquistão. Chefe do Conselho governamental de Paz encarregado de negociar a paz no Afeganistão com os talibãs, Rabbani foi morto por um terrorista que detonou um explosivo escondido em seu turbante durante uma reunião em sua casa.

“O assassino, Esmatula, foi enviado pela ‘shura’ (‘conselho’) de Quetta (oeste do Paquistão). Estamos investigando se ele exerceu o cargo de ministro durante o regime talibã (1996-2001)”, disse o chefe da Polícia de Cabul, Mohammed Zahir. Segundo ele, Esmatula marcou uma reunião com Rabbani com o pretexto de levar uma “mensagem muito importante da ‘shura’ que poderia ter um efeito positivo para a tarefa do Conselho de Paz”.

Com esse pretexto, o assassino entrou em contato com um antigo ministro talibã que era membro do Conselho de Paz, Rahmatula Wahidyar, e ambos se apresentaram a Rabbani ao lado do “número dois” do Conselho de Paz, Stanikzai Massoum, também ferido no ataque. “Rabbani acabava de voltar de Dubai e dizia que estava cansado, mas o suicida afirmou que a mensagem era muito importante e que devia entregá-la pessoalmente”, acrescentou Zahir. Esmatula teria ativado a bomba em seu turbante ao se aproximar do ex-presidente para saudá-lo, de acordo com o policial.

Contexto – A polícia descartou a hipótese de que Wahidyar, antigo vice-ministro talibã para os refugiados, estivesse envolvido no atentado, o último de uma série de ataques dos insurgentes afegãos contra as autoridades afegãs. Criado em 2010, o Conselho de Paz promoveu conversas com membros dos talibãs e de outros grupos insurgentes afegãos para pôr fim ao conflito armado, apesar do aumento da violência nos últimos anos.

O governo do Paquistão negou, no passado, que mulá Omar estivesse dirigindo o movimento talibã em seu território, embora as autoridades afegãs afirmem que o líder terrorista se mantém ativo nos arredores de Quetta, de onde lideraria os insurgentes.

(Com agência EFE)

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