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Morte de homem negro pela polícia desperta novos protestos em Minneapolis

Região onde Daunte Wright, de 20 anos, foi assassinado fica perto do local onde George Floyd morreu asfixiado por um policial no ano passado

Por Julia Braun Atualizado em 12 abr 2021, 12h06 - Publicado em 12 abr 2021, 10h06

O assassinato de um jovem durante uma blitz policial em Minneapolis, nos Estados Unidos, provocou indignação em todo o país e despertou novos protestos contra a violência e o racismo nas forças de segurança. Durante os atos neste domingo 11, manifestantes entraram em confronto com a polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Daunte Wright, de 20 anos, foi morto com um tiro pouco antes das 14h de domingo após ser parado por uma infração de trânsito. O episódio aconteceu a cerca de 16 km de onde George Floyd foi morto, em maio do ano passado, também durante uma ação policial.

A Guarda Nacional de Minnesota foi enviada para o bairro Brooklyn Center, depois que centenas de pessoas marcharam em direção ao departamento de polícia da cidade em protesto contra o ocorrido. Um grupo chegou a jogar pedras em policiais, que responderam com gás lacrimogêneo e tiros com balas de borracha.

Para tentar evitar mais violência, a prefeitura decretou toque de recolher em toda a cidade até as 6 horas da manhã (horário local) desta segunda-feira, 12.

A morte

O veículo de Daunte foi parado pouco antes das 14h de domingo por uma infração de trânsito. Os agentes verificaram que havia um mandado de prisão pendente contra ele e anunciaram que ele estava detido. O jovem, porém, entrou no carro novamente e tentou fugir.

“Um policial disparou uma arma de fogo, atingindo o motorista”, declarou a polícia em comunicado. “O carro então percorreu vários quarteirões antes de atingir outro veículo.” O motorista morreu no local do acidente.

A mãe de Daunte contou a jornalistas que o filho lhe telefonou para contar que a polícia o parou por ter purificadores de ar pendurados no espelho retrovisor, algo que é ilegal no estado do Minnesota. Quando voltou a ligar ao filho, Katie Wright ouviu a voz da namorada do jovem, que lhe disse que ele estava morto.

O governador de Minnesota, Tim Walz, disse que estava “orando pela família de Daunte Wright, enquanto nosso estado lamenta outra vida de um homem negro levado por policiais”. Uma investigação sobre o caso foi aberta pelas autoridades locais.

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