Morte de ex-ministra do Reino Unido passa a ser investigada como terrorismo
Ann Widdecombe, 78 anos, foi encontrada morta na semana passada em sua casa, na zona rural da Inglaterra, com 'ferimentos graves'
A polícia antiterrorismo do Reino Unido assumiu as investigações sobre a morte da ex-ministra britânica Ann Widdecombe, de 78 anos, após o surgimento de novas evidências, anunciou a ministra do Interior, Shabana Mahmood, nesta segunda-feira, 13.
“Após novas informações e evidências, eles (a polícia antiterrorismo) agora estão à frente da investigação sobre o horrível assassinato de Ann Widdecombe”, escreveu Mahmood no X (ex-Twitter). “A polícia está seguindo múltiplas linhas de investigação para estabelecer a motivação deste ataque.”
Widdecombe foi encontrada morta na última quinta-feira 9, em sua casa, localizada em uma área rural no sudoeste da Inglaterra. O caso, no entanto, estava sendo tratado como homicídio após seu corpo ter sido encontrado com “ferimentos graves”, segundo a polícia. Mahmood não detalhou quais foram as evidências que motivaram a mudança na investigação.
A segurança de políticos voltou ao centro do debate no Reino Unido, onde dois parlamentares em exercício foram assassinados na última década. A deputada trabalhista Jo Cox foi baleada e esfaqueada em 2016 por um extremista durante a campanha do Brexit. Em 2021, o deputado conservador David Amess morreu após ser esfaqueado por um homem inspirado pelo Estado Islâmico.
Quem era Widdecombe
Widdecombe iniciou sua trajetória política pelo Partido Conservador, pelo qual foi deputada entre 1987 e 2010. Durante o governo do primeiro-ministro John Major, atuou como subsecretária e, posteriormente, como porta-voz de imigração e justiça do Reform UK.
Após deixar o Parlamento britânico, integrou o Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage, foi deputada no Parlamento Europeu entre 2019 e 2020 e, mais recentemente, atuou como porta-voz de imigração e justiça do Reform UK.
Conhecida por suas posições socialmente conservadoras, Widdecombe se converteu ao catolicismo em protesto contra a decisão da Igreja Anglicana de ordenar mulheres como sacerdotisas. Também era contrária ao aborto e à equiparação da idade de consentimento para relações homossexuais e heterossexuais.
O ex-primeiro-ministro Boris Johnson a definiu como “uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador que era muito difícil discursar depois dela”.







