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Morte de brasileiro pode ter investigação independente

Família do jovem deve abandonar ajuda consular para mover ação, diz jornal

Por Da Redação 21 mar 2012, 18h16

A morte do jovem brasileiro Roberto Laudisio Curti por policiais na madrugada de domingo em Sydney, na Austrália, levantou discussões a respeito do uso da Taser, uma arma de choque definida como não-letal, e pedidos de investigação independente sobre o caso, que ganharam força depois que familiares do jovem de 21 anos viajaram ao país para acompanhar o caso de perto.

De acordo com o co-organizador da Rede Nacional de Responsabilidade da Polícia (National Police Accontability Network, em inglês), a investigação de policiais sobre seus colegas pode ser “tendenciosa”, pois os agentes “não estariam interessados em determinar se os colegas cometeram um crime”, disse ao jornal australiano Sydney Morning Herald.

A publicação afirma que Tamar Hopkins, um advogado de Melbourne, pediu investigações independentes sobre os “incidentes críticos”, referindo-se à morte do brasileiro. Como resposta, um porta-voz do Ministro da Polícia do país, Mike Gallacher, garantiu que o inquérito foi aberto de acordo com padrões profissionais e que comandos da polícia de outras áreas fazem parte da investigação, o que garantiria independência na sua opinião.

Brasil – O governo brasileiro, por meio do cônsul na Austrália, André Costa, pediu respostas concretas da polícia australiana – ao mesmo tempo em que, segundo o jornal Sydney Morning Herald, a família do jovem estaria prestes a ignorar a ajuda consular e mover uma ação sobre o caso por contra própria.

O cônsul André Costa disse ao períodico que não está satisfeito com as informações fornecidas pela polícia até agora, mas que confia nas investigações. “Quando sê lê as notícias, há um conflito de informações e isso não é bom nem para nós, muito menos para a família no Brasil”, destacou, acrescentando: “Posso dizer que estamos muito ansiosos para saber as circunstâncias dessa morte trágica o mais rápido possível”.

O caso – O brasileiro Roberto Laudísio Curti, de 21 anos, era de São Paulo. Ele havia trancado a matrícula no curso de administração na PUC para estudar inglês em Sydney, na Austrália, onde foi morar com a irmã mais velha e seu marido australiano em junho do ano passado. Na madrugada do último domingo, ele foi perseguido por seis policiais que o paralisaram com Taser, armas de choque, e morreu depois de uma série de impactos.

O motivo da perseguição ainda não foi esclarecido. Segundo as primeiras informações, os policiais teriam desconfiado de alguma atitude do rapaz, que indicaria que ele estava sob o efeito de drogas – e tentaram abordá-lo. A polícia diz ainda suspeitar que o brasileiro esteja envolvido em um “episódio” ocorrido em uma loja de conveniências pouco antes da perseguição. A autópsia no corpo de Curti foi concluída na segunda-feira, e o resultado deve revelar a causa da morte e se o brasileiro havia consumido alguma substância que possa ter contribuído para a fatalidade.

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