Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Morrem 44 pessoas na Síria, a maioria em Homs e Idlib

Cairo, 12 mar (EFE).- Ao menos 44 pessoas morreram nesta segunda-feira na Síria, a maioria nos redutos opositores de Homs e Idlib, em uma nova jornada de violência marcada pela descoberta de 45 corpos de mulheres e crianças em Homs.

Os Comitês de Coordenação Local informaram em comunicado a morte de 19 pessoas em Homs, 17 em Idlib (norte), três em Deraa (sul), três em Raqa (norte), uma em Latakia (noroeste) e outra na periferia de Damasco.

Idlib, um dos principais redutos da oposição, é alvo há dois dias dos bombardeios das tropas do regime de Bashar Al Assad.

Os bombardeios e o medo de uma ofensiva terrestre das tropas do regime do presidente sírio, como a efetuada em Homs, provocaram o deslocamento de um grande número de habitantes desta região, que deixaram suas casas em busca de locais mais seguros.

Segundo a Comissão Geral da Revolução, a maioria das vítimas em Idlib morreu em consequência de uma emboscada feita pelas forças de segurança contra um grupo de cidadãos que pretendia fugir da cidade.

Quanto a Homs, os Comitês indicaram que as vítimas foram mortas por disparos dos agentes do regime em diferentes bairros.

Horas antes, informaram que um total de 45 corpos, a maioria mulheres e crianças, havia sido encontrado no bairro de Karm el Zaitoun, em Homs.

Os ativistas opositores culparam as forças do regime pelo massacre, enquanto as autoridades sírias responsabilizaram ‘grupos terroristas’, aos quais acusam de estar por trás da violência no país.

Enquanto isso, em Raqa, as vítimas morreram em um ataque do Exército sírio contra sua casa como castigo por terem abrigado cidadãos de Homs.

Por sua vez, o Exército Livre Sírio (ELS) garantiu nesta segunda-feira ter matado a 250 membros das forças do regime de Assad na localidade de Rankus, nos arredores de Damasco, informou à Agência Efe um dirigente do grupo rebelde.

Estes novos fatos acontecem um dia depois que o enviado da Liga Árabe e da ONU para a Síria, Kofi Annan, se reuniu em Damasco com Assad para buscar uma saída à crise. EFE