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Morre o presidente de Zâmbia, Michael Sata

O político de 77 anos estava em Londres se tratando de uma doença não revelada. Instável, o país tem futuro incerto após a morte do chefe de Estado

Por Da Redação - 29 out 2014, 06h46

O presidente de Zâmbia, Michael Sata, de 77 anos e que estava doente há vários meses, faleceu em Londres, anunciou nesta quarta-feira o secretário-geral do governo, Roland Msiska. O anúncio foi feito em cadeia nacional na Zâmbia e Msiska informou que Sata morreu no hospital londrino King Edward VII e pediu aos compatriotas que mantenham a calma. O secretário-geral não informou qual era a doença que Sata tinha.

Sata viajou na semana passada à capital britânica para receber atendimento médico. Antes da viagem, ele designou o ministro da Defesa, Edgar Lungu, presidente interino. A escolha, no entanto, provocou descontentamento em grupos opositores e o futuro político de Zâmbia, um dos países mais violentos do mundo, é uma incógnita. Há vários meses os boatos indicavam que Sata estava gravemente enfermo. Ele não foi visto em público desde que retornou da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, onde não conseguiu sequer fazer um discurso que estava na programação.

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Biografia – Nascido em 1937 em Mpika, que era então parte da colônia britânica da Rodésia do Norte, Sata foi policial, ferroviário e sindicalista antes de entrar na política em 1963, um ano antes da independência da Zâmbia. Após uma longa carreira política, o ‘Rei Cobra’ foi candidato nas eleições de 2006, onde se apresentou como defensor dos pobres, e concorreu com Levy Mwanawasa, que o venceu naquela ocasião, mas que acabaria morrendo em agosto de 2008 por um derrame cerebral.

O próprio Sata sofreu um ataque cardíaco em abril daquele ano, o que não o impediu de se candidatar às eleições de outubro de 2008, que terminou com a vitória de Rupiah Banda, por dois pontos de diferença. Sata chegou ao poder em setembro de 2011, após desbancar Rupiah Banda da presidência da Zâmbia, que buscava a reeleição para um mandato de cinco anos.

(Com agências EFE e France-Presse)

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