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Morre Adolfo Calero, antigo dirigente dos ‘Contras’ nicaraguenses

Por Da Redação - 2 jun 2012, 17h42

Manágua, 2 jun (EFE).- O empresário e político conservador Adolfo Calero, antigo líder da Resistência Nicaraguense, conhecida como ‘Contras’, morreu neste sábado de pneumonia aos 80 anos, informou um amigo de sua família.

Calero morreu às 5h locais (8h de Brasília) no hospital Salud Integral, em Manágua, confirmou à Agência Efe Ariel Montoya, amigo e vizinho do empresário.

Nos anos 1980, Calero liderou o movimento armado dos ‘Contras’, que combateu o primeiro governo do presidente Daniel Ortega.

Ele se responsabilizou pessoalmente de comprar armas e equipamentos que eram usados nas batalhas contra o extinto Exército Popular Sandinista (EPS) durante a guerra civil dos anos 1980. A ação armada dos ‘Contras’ teve financiamento do governo dos Estados Unidos, então presidido por Ronald Reagan.

O envolvimento americano suscitou o escândalo ‘Irã-Contras’, que consistiu no financiamento ilegal indireto do movimento através do envio de armas ao Irã – então sob embargo e em guerra contra o Iraque -, com o objetivo de derrubar o governo da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

Por esse caso, Calero prestou depoimento ao Congresso dos Estados Unidos em 1987. As investigações demonstraram que Oliver North, que foi tenente-coronel de Infantaria e alto funcionário da Casa Branca em matéria de segurança, organizou uma rede para apoiar ilegalmente os rebeldes ‘Contras’ na Nicarágua.

Calero classificou Reagan como ‘um dos maiores personagens do Século XX’ ao saber da morte do ex-presidente americano, em 2004.

Nos anos 1990, quando Ortega deixou a Presidência, Calero se aliou aos liberais do ex-governante Arnoldo Alemán (1997-2002) e foi deputado na Assembleia Nacional (1997-2002) e no Parlamento Centro-Americano (2002-2007).

Também foi presidente do Partido Conservador da Nicarágua (1994-1997). No ano passado, publicou o livro ‘Cronicas de Un Contra’, no qual relata sua experiência de luta contra os sandinistas, que voltariam a governar o país com o retorno de Ortega ao poder, em 2007. EFE

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