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Moody’s põe notas da Alemanha e Holanda em perspectiva negativa

Nova York, 23 jul (EFE).- A agência de qualificação de crédito Moody’s declarou nesta segunda-feira que colocou em perspectiva negativa as notas da Alemanha, Holanda e Luxemburgo, três dos quatro países que possuem a classificação máxima (AAA), enquanto a nota da Finlândia foi a única que se manteve estável.

A agência justificou sua decisão na ‘crescente incerteza’ vista no continente Europeu pelo alcance da crise da dívida, além dos temores de uma possível saída da Grécia e da necessidade de um resgate em países como a Espanha e Itália.

Por enquanto, a Moody’s, que assegura que uma eventual saída da Grécia da união monetária poderia supor uma séria ameaça para o euro, mantém a máxima qualificação dos três países europeus em ‘AAA’.

No caso da Alemanha, a agência de qualificação destaca concretamente a ‘vulnerabilidade’ do sistema bancário no motor da economia europeia no caso de uma ‘piora’ da crise da dívida nos países da zona do euro.

‘A considerável exposição dos bancos alemães aos países do euro, particularmente Itália e Espanha, junto a sua limitada capacidade de absorver dívida e seus fracos lucros estruturais, tornam a Alemanha mais vulnerável diante de um aprofundamento da crise’, indicou.

No entanto, a agência mantém a qualificação da Alemanha por considerar que sua solvência creditícia está sustentada em uma economia ‘avançada e diversificada’ e no tradicional apoio às políticas macroeconômicas voltadas para estabilidade.

‘A alta produtividade e a forte demanda de produtos alemães no mundo permitem ao país estabelecer uma ampla base econômica com grande flexibilidade, gerando altos níveis de receitas’, acrescentou.

No início de junho, a Moody’s anunciou o rebaixamento (para ‘A3’) da nota do Commerzbank, assim como de outros sete bancos alemães, devido aos riscos que provêm dos países envolvidos na crise da dívida e de seus respectivos bancos.

Em resposta à Moody’s, o Ministério das Finanças da Alemanha, afirmou que essa nota não leva em conta a solidez econômica do país. Segundo fontes deste ministério, que acrescentaram que os riscos na zona do euro ‘não são novidades’, a qualificação da Moody